29 de novembro de 2017

Asperezas - Suzette Rizzo




Tão áspera a carência
quando se junta a solidão!
Tão mágica a imaginação do poeta,
buscando companhia nas faces da poesia!
Sonhos vagam por todos os cantos
a espera talvez de sons acalentadores,
imagens claras na tela mental,
busca frenética de anjos, amores...
Apenas ouço o agoniado grito dos meus restos,
transtornado grito de socorro alado.

Eu sei, devo expirar, 
esta persistente inspiração que te suga o ar!

Suzette Rizzo - November 27, 2017








Equívoco - Suzette Rizzo





Saudades caducas,
tentando alumiar fracas lembranças,
ontem ilusões maciças,
flechada única de um querubim cascudo
e seus desejos rudes, sei lá!
Desmemoriados sonhos arriscando azuis
que se tingiram das cores chumbo,
levando pra longe um tempo mescla,
na verdade venenoso fungo.
Saudades equivocadas;
Foram enchentes na alma!
Como todo e qualquer sentimento
que guardei do mundo!


Suzette Rizzo - November 29, 2017


28 de novembro de 2017

Pensamentos de uma manhã beira mar - Suzette Rizzo



Manhã grisalha ,
mar desbotado,
e eu, interiormente desconsertada.
Nem sei o que senti
sentada ali num banco de praia,
longe de casa,
sozinha,
vivendo uma situação atípica.
Entretanto, naquele dia,
aprendi a enxergar
a realidade do banal,
a futilidade dos seres
e outras coisas mais.
Entendi!
Cresci um pouco pensando profundo,
quando perdi meus olhos
na imensidão do mar.


Suzette Rizzo_ December 05, 2009

Verdades - Suzette Rizzo



Lentamente teço estes meus versos,
e as vezes desfio palavras
sentindo-me balançar 
nos braços do sonho mar...
Abandono-me a essa magia!
Só não minto nem escrevo o que não sinto
nem recolho o choro se tiver que chorar,
o que faço de errado de fato
é um meio sorriso pra disfarçar.
Deposito versos na folha em branco
ou digito no Word, tanto faz...
E assim, literalmente desabafo,
quando em quando estes meus ais


Suzette Rizzo - April 03, 2011 


27 de novembro de 2017

Transgressão - Suzette Rizzo



Será que me ouves como eu ouço tua voz em sonhos,
que sabes o quanto sinto esta saudade imensa,
será que me vês quando a inspiração se achega 
e te escrevo estes  poemas?
Queria que este intercâmbio nos unisse sempre,
que meus pensamentos te alcançassem,
que a minha alma te abraçasse
e mais que tudo quero muito que me lembre!
Paro os olhos na última vez que nos vimos
e teu depois, imagino, compreendendo mais agora
o sol que foste para tantos...  
e compreendendo também aquele rio de corredeira
a mim descrito.
Será que sabes da minha solidão?
Será que sabes das minhas desilusões
semelhante as tuas
e que sofremos as mesmas aflições?
Olha, te faço poemas porque lembro do sonho que tive... 
e nele me pedias com o olhar que te deixasse seguir
e não te chamasse... Não esqueço!
Gravei a expressão da tua face!
Mas, será que escrevendo desobedeço?


Suzette Rizzo - November 28, 2017


Presente da minha amiga Monica Puccinelli






26 de novembro de 2017

Charles Aznavour - Ontem quando eu era jovem




Ontem, quando eu era jovem,
o gosto da vida era doce como a chuva na minha língua,
eu brincava com a vida como se fosse um jogo tolo,
do modo como a brisa da tarde pode provocar uma chama de vela;
Os mil sonhos que sonhei,
as coisas esplêndidas que planejei, eu sempre construí,
infelizmente, em areia fraca e movediça;

Eu vivi de noite e evitava a luz do dia
e só agora vejo como os anos fugiram.

Ontem, quando eu era jovem,
tantas músicas bêbadas esperavam para serem cantadas,
tantos prazeres rebeldes ficaram na loja para mim
e tanta dor meus olhos deslumbrados se recusaram a ver.
Corri tão rápido que o tempo e a juventude finalmente acabaram,
nunca parei pensar sobre o que era a vida
e todas as conversas que agora posso lembrar preocupavam-se comigo,
comigo e nada mais.

Ontem a lua era azul,
e todo dia louco trouxe algo novo para fazer,
usei minha idade mágica como se fosse uma varinha
e nunca vi o desperdício e o vazio além

do jogo do amor que joguei com arrogância e orgulho
e cada fogo que acendi rapidamente, morreu rapidamente;

Os amigos que fiz pareciam de alguma forma fugir
e só sigo no palco para terminar a peça.
Há tantas músicas em mim que não serão cantadas,
sinto o gosto amargo de lágrimas na minha língua...
Chegou a hora de pagar por ontem, 
quando eu era jovem
Charles Aznavour 

20 de novembro de 2017

Somente do mato – Suzette Rizzo



Sei do lobo,
da exibição das suas presas,
da esperteza do olhar atento,
da fome e da luta,
da solidão amarga na mata escura.
Sei do lobo
com seus pelos descuidados,
intestinos adoentados...
penso tanto neles, sabe?
Choro então, agro e salgado.
Pobre cachorro do mato, 
sem carinho nem abraço! 
                                   Suzette Rizzo 



19 de novembro de 2017

Tormentos – Suzette Rizzo



Mortifico-me,  
assim atolada em desesperanças,
ajoelhada em meu quarto,
pedinte de graças,
aguardando agasalho,
de abraço abstrato.
Não durmo...
Uma avalanche de perguntas medrosas
sufoca sonhos e as prosas
jogadas na gaveta.
Um ciclone de duvidas intermináveis
já secou tintas de tantas canetas.
Para mim chega de existir 
neste sofrido planeta!
Agora é dormir e acordar borboleta!
                                      Suzette Rizzo




15 de novembro de 2017

Extermínio - Suzette Rizzo



Sonhei-me sobrevoando palácios etéreos ...
vi a plumagem das minhas asas,
ouvi a sonoridade de poemas...
Sonhei alguns minutos azulados,
alguns segundos perdidos da matéria...
sonhei, levitei, sei lá !
Já não sei há quanto não sonhava
e nem se realmente durmo.
Desconheço o paraíso sob o céu noturno,
reconheço-me a vagar vazios por caminhos duros,
quiçá, cá e lá!
Mas, sonhei-me...  
Reconheci passos dados, expectativas,
o corpo dolorido, o coração cansado
e o pulmão ressecado da nicotina.
Era eu mesma!
Presenteada enfim, por esse sonho raro,
desobstruidor das vias mal cheirosas...
de limo, cerveja e naftalina  
e outros indesejáveis temas.  
Suzette Rizzo - Thursday, July 05, 2012







Poente – Suzette Rizzo


Brotou de repente,
inesperado como tudo,
estupidamente imenso!
Mas, palavra mata,
só uma e pronto...
E a nascente que brotou
estanca, seca, descasa...
Nem era preservação de coisa alguma,
não há rotina que se sustente,
se há luta e cansaço...
O sentir voa como pluma,
se insistir é tal corrente de rio
ou simplesmente descaso.
Desvencilhei-me daquele sentir
que pensei ser tudo e era coisa alguma...
Encerrado... nem cedo nem tarde,  
enterrado numa furna.
Tenho a dizer então, que aplaudo, 
minha força de vontade a esta paixão, 
enfim póstuma!
Suzette Rizzo






De Palavras e Silêncios - Por que escrevo? - Fernanda Guimarães

 

Sempre me perguntam, porque escrevo. Em momentos assim, os olhares acariciam-se em palavras que não se sabem expressar. O pulsar rítmico do coração ensaia respostas que traduzam o que desejam minhas letras, quando se permitem alçar voo em busca do horizonte de outro olhar.
Quando o poeta espalma suas mãos, libertando-se em versos, não apenas alinha letras, mas afaga corações. O escritor "usa" a palavra como instrumento de sedução. Falo da sedução no sentido mais amplo que ela possa ter, que é o de encantar, atrair. O escritor vive do olhar do outro, da multiplicação da própria emoção naquele que o contempla.
Penso que a escrita é também uma resposta ao desconhecido íntimo que nos habita a alma e o coração. Escrevemos para manifestarmos o que nos punge e nos incita, assim como para darmos forma ao mundo silencioso que há no dentro de nós.
Percebo o momento da escrita como um ato de profunda solidão, mas também compreendo-o como libertação e inquietação. Libertação, porque nos confere o poder e a opção de expressarmos e/ou compartilharmos nossas emoções, mistérios e silêncios. Inquietação, porque a palavra na maior parte do tempo, revela-se aquém do que sentimos, desejamos, sonhamos ou vivemos. Daí, a busca incessante do escritor: garimpar no veio das letras, palavras que escrevam o além que a inspiração lhe confidencia. Quando a palavra abraça a inspiração do escritor, estabelece-se um diálogo de sussurros entre muitos mundos, como se cada letra, tocasse não apenas o grafite, onde a emoção se deixou espraiar, mas a alma de cada sílaba, onde pulsa o coração do universo.
Quando a palavra deixa o leito das mãos, percorre horizontes inimagináveis. O destino, o porto, o pouso, quem o saberá?

Fernanda Guimarães


13 de novembro de 2017

A luz da minha alma - Suzette Rizzo



Enxugo lágrimas... 
Sei que o efeito é placebo,
mas afasta receios,
e apenas creio.
Além disso, quando brilha o sol
os pensamentos clareiam
e quando os pássaros cantam,
a vida me envolve em seu seio.
Aguardo o verão!
Quando ele chega o mundo todo sorri
doentes e sãos.
Há quem não sinta coisas assim,
há quem não tire jamais
seus pés do chão.

Estou sempre planando quando brilha o sol.

Os olhos sonham,
se perdem nas coisas do planeta,
apagam-se os males do mundo
e não mais me sinto só.
Há os que preferem viver a rotina
da cerca de gelo do coração.
Mas, eu me aqueço quando brilha o sol,
expulso tensões, relembro paixões
e percebo que a vida exala pra mim,
aromas e clarões!









A CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATTLE - (1854)



Resposta do Cacique Seattle ao Governo dos Estados Unidos que tentava comprar as suas terras (1854):

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.
O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.
E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.
Onde está o arvoredo?
Desapareceu.
Onde está a águia?
Desapareceu
É o final da vida e o início da sobrevivência.

12 de novembro de 2017

Utopias - Suzette Rizzo



Ando desmascarando pouco a pouco
este meu tempo gasto... 
Varrendo carvão da fogueira,
jogando no lixo  trecos e cacos 
de nostalgia,
rolando sonhos ladeira abaixo.
Ando desmontando um quebra-cabeças,
jogando meus azes pela janela,
esvaziando-me pouco a pouco
das tantas sequelas.
Não há como refazer-me,
não há como renascer, reviver,
seja lá o nome que tiver nesta vida
o recomeço.
Porém, deixo que me enfeitem 
com suas purpurinas,
bordem minhas palavras,
mas não permito que vejam 
nas pupilas meus segredos
ou  notem meus medos.
Pra que? ninguém entenderia
que  sou agora uma utopia, 
vida sem mais enredo.
                              Suzette Rizzo






9 de novembro de 2017

Anos depois - Suzette Rizzo






















Estivemos entre os tentáculos do mundo,
cada qual com sua aterradora história,
desvivendo nossas esperanças,
desnudando-nos dos sonhos claros
evaporado aos poucos. 

Pressenti o endurecer
das suas feições
os sonhos desbotando as cores...
e o gritante frio da íntima solidão
penetrar a alma aflita,
cada dia mais sofrida. 

Sei, o espelho refletiu a exaustão
e o coração descompassou temores...
mas, foi preciso enfrentar,
impossível fugir do destino... 

forçoso morrer
para então renascer...
onde as luzes borrifam
a paz do universo!
                                                Suzette Rizzo