15 de maio de 2018

*Sonhe* Steven Tyler - Dream On


Toda vez que me olho no espelho
Todas estas rugas no meu rosto aparecendo
O passado se foi
Passou como o crepúsculo à aurora
Não é assim?
Todo mundo tem suas dívidas na vida para pagar

Eu sei que ninguém sabe
De onde vem e para onde vai
Eu sei que é o pecado de todo mundo
É preciso perder para saber vencer

Metade da minha vida está escrita em páginas de livros
Vivi e aprendi dos tolos e dos sábios
Você sabe que é verdade
Todas as coisas que você faz
Voltam para você

Cante comigo
Cante pelo ano
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas
Cante comigo
Mesmo se for apenas por hoje
Talvez amanhã o bom senhor te levará

Cante comigo
Cante pelo ano
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas
Cante comigo
Mesmo se for apenas por hoje
Talvez amanhã o bom senhor te levará

Sonhe, sonhe, sonhe

Sonhe até que seu sonho se realize

Sonhe, sonhe, sonhe

E sonhe até que seu sonho se realize

Sonhe, sonhe, sonhe
Sonhe, sonhe, sonhe, sonhe

Cante comigo
Cante pelos anos
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas
Cante comigo
Mesmo se for apenas por hoje
Talvez amanhã o bom senhor te levará

Cante comigo
Cante pelos anos
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas
Cante comigo
Mesmo se for apenas por hoje
Talvez amanhã o bom senhor te levará





A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón





“Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar por suas páginas, o seu espírito cresce e torna­-se forte!

Trecho do livro: A sombra do vento de Carlos Ruiz Zafón


12 de maio de 2018

10 de maio de 2018

Apontamento - Suzette Rizzo






Dureza,
relembrar a densidade do destino,
fixar o olhar num passado bravo comigo.
É preciso coragem, e,
interiormente possuir uma fortaleza
quase impraticável,
capaz de barrar dores e angustias,
para que elas não perfurem
o que resta da camada utópica.

Dureza
ter memória consciente,
verdadeira,
lógica,
acusadora inclusive de atitudes  
muitas vezes inconsequentes.

Dureza 
conhecer-me desse modo,
saber o xis das minhas questões
e exatamente onde se alojam nos outros,
atos, palavras delinquentes
momentos nada inocentes.

Dureza 
ressuscitar momentos duros,
vasculhar demolições,
ressentir emoções!

Suzette Rizzo - April 26, 2018



Poeta anônimo _ Suzette Rizzo





Moro entre lucidez e delírios
e esse desequilíbrio
contrabalança dias apáticos.
Moro ali, virando a esquina 
da terra,
entre o além e mazelas
na ladeira da noite tristonha,
melancolicamente escrevendo
umas poucas tontices 
e reais motivos de estar aqui.
Moro na sombra de um poeta amargo,
entre estragos, fracassos,
seguindo os passos de um caminho
ácido.
Meu corpo mora aqui entre as pedras,
os pés cravados na lama
deste destino embolorado...
Canso-me, fujo, 
as vezes sei fugir
para as nuvens da minha cama...
E ali, 
descansamos entre versos platônicos,
eu e o poeta anônimo
                                  Suzette Rizzo







3 de maio de 2018

Hermann Hesse





Verdades - Suzette Rizzo





Definitivamente, 
não gosto dos insensíveis
sempre arrotando o quanto calcam
seus pés no chão.
Parecem não ter alma nem coração,
Assemelham-se aos piores seres
vindos da última crosta terrestre,
renascidos somente por renascer
sem nenhuma missão.
Categoricamente, 
não gosto dos indiferentes,
dos que pensam usar a razão,
mas suas razões são inconsistentes.
Para esses, donos de total inconsequência,
tenho olhos aborrecidos
a tamanha falta de resplandecência

                                                          Suzette Rizzo




Poeta Álvaro Faria


A poesia já matou muitos poetas.
Mata aos poucos.
Antes, o poeta enlouquece;
Depois ele deixa a vida seguir como se não seguisse.
Morre um pouco a cada dia.
E assim o poeta se abandona em qualquer lugar,
em qualquer amor.
Até anoitecer.
Álvaro Faria - 12:11 - 2 de mai de 2018

29 de abril de 2018

Maturação – Suzette Rizzo




Amadurecer é dispensar teorias,
despoluir a mente das fantasias,
desobstruir a visão enganosa,
acordar enfim, as falsas sensações.

É desvendar-se interiormente,
lucidar desejos,
saber separa-los das incertezas.

É elevar a consciência, a compreensão,
aceitar o sofrimento serenamente,
sentir-se para sempre

Amadurecer é mais que pé no chão,
pé de meia,
mais que a pequenez do mero enxergar,
mais que tudo isso, creia!
                                                                     Suzette Rizzo








28 de abril de 2018

Cadê as flores? - Suzette Rizzo





Chega de poesia!
A vida deu-me rasteiras
e o mundo
mostrou-me suas teias.

Enrosquei-me toda!
Escorre fel
destas veias,
pois o mundo me pisoteia.

Simbólico dizer,
entretanto real o sentir
de mais esta crise.

Pergunto,
cadê as flores?
Que queriam que eu visse!

Suzette Rizzo



27 de abril de 2018

Ditadura – Suzette Rizzo





Se calar a boca morre
Se não calar morre mais depressa




Foi assim – Suzette Rizzo



Há quem não saiba,
mas o idealismo de transformar o mundo,
já foi considerado subversão.
Quisera eu lutar agora
por essa mutação.
Quisera a luta fosse como antes,
quando havia ideal e não corrupção.
O tempo é inimigo da história
apaga as memórias,
decepa as reais recordações.
Quisera eu transformar o mundo,
transbordar de vez
a lembrança torturante
e a feiura desta nação!
Suzette Rizzo

Na Universidade de São Paulo, onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Assim como Tito, outros frades foram encarcerados porque eram considerados “terroristas” por terem feito a “opção preferencial pelos pobres” pregada pelo Concílio Vaticano II. Eram “subversivos” por praticarem um Evangelho que tenta transformar o mundo. Eram “perigosos” porque pregavam a liberdade e a igualdade.

Do livro: Um homem torturado de Leneide Duarte-Plon







Asperezas - Suzette Rizzo




Tão áspera a carência
quando se junta a solidão!
Tão mágica a imaginação do poeta,
buscando companhia
nas faces da poesia!

Sonhos vagam
por todos os cantos
a espera talvez
de sons acalentadores,
imagens claras na tela mental,
busca frenética de anjos,
calores...

Não queria o agoniado grito
dos meus restos,
transtornado grito de socorro,
ecoando em teus ouvidos.

Eu sei, devo lançar
para longe de mim...
Esta persistente inspiração
que te suga como um vampiro!

Suzette Rizzo - November 27, 2017





26 de abril de 2018

--------------- Suzette Rizzo




A vontade?
É sair em disparada,
poder atirar a poliqueta
na piscina do Cazuza,

enfiar na cabeça dos leigos,
panfletos 
com trechos  do pensar de Ruy Barbosa,

fugir (verdade mesmo)
do planeta desenfreado
de mentes espinhosas.

A vontade?

Puxa!
É atirar no mar raciocínios imbecis,
imaturidade política compartilhada,
abacaxis!

Suzette Rizzo - April 26, 2018



Por que será? -Suzette Rizzo









Lacuna - Suzette Rizzo



Agora intocável, invisível,
meu poema irresistível.
O sol queima mas não entra na sala
nem senta no sofá...
não deita comigo na cama,
nem agita o meu verão.
Meu poema não mais rima
amor com dor,
nem mais causa excitação.
Meu poema carcomeu-se
sob a grama
e simplesmente desfez-se. 
Há tempos não mais tem
o carisma dos olhos verdes. 

(Para Milton Moraes, falecido aos 37 anos em 2001)


16 de abril de 2018

A vontade do escritor – Suzette Rizzo




Escrevo apenas.
Dei início a grande obra,
que terminarei talvez,
num próximo milênio.
Foi dado o primeiro passo
de um caminho extenso.

O que fascina é esse maquinismo
da mente,
comandando os dedos no teclado,
obedecendo a pensamentos...
O que fascina são as ideias,
que se desenrolam e perpetuam-se.
Sim, alguém, há de continuá-las.

Apenas, não desejo o pensamento
estéril...
Perfilem-se, um após outro
e, eu, escreva todos .
Sirvam eles aos meus intentos,
atendam sempre a minha vontade
de dizer algo, no mínimo nobre.

"Completarei minha obra,
quando a obra “completar-me”.
O que fascina é a estrada
e depois a agilidade,
e depois o conhecimento, a lógica
e, pouco a pouco a coerência,
sempre melhorada.

O que fascina é a sequência,
além dos dedos obedientes...
o encaixe das frases no tema,
a musicalidade entre as linhas,
o deslizar sem esquemas,
a inspiração fluindo e fluindo,
até o final do poema.

E mesmo que pouco em mim,
seja sábio
ou arrancado corretamente,
alguma coisa é sempre dita.
É isso que fica e felicita o autor.
É isso que importa:
O dom, o tom, a cor.

A perfeição virá gradativamente,
pois é par de todo escritor.
                                   Suzette Rizzo



Las Guerras Mienten - Eduardo Galeano:




En este mundo, los locos conducen a los ciegos.” decía William Shakespeare


Cartomante - Ivan Lins





Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai, não fica nada.

Ivan Lins


15 de abril de 2018

Nosso Jardim Tropical - Suzette Rizzo




O país necessita reflorescer,
necessita gente honesta no poder.
Carece proteger
o que lhe cabe proteger.
O país necessita do seu verde-esperança,
textos felizes nos meios de comunicação social
escrever capítulos dourados,
azulejar nossos céus de paz.
Necessita limpar este Jardim Tropical
das ervas daninhas,
semear consciência,
enfeitá-lo de florinhas.
O país necessita ser regado com amor
pois egoísmo tem a cor limbo,
é ateu
e bolor não é obra de Deus.
O país necessita de nós, irmãos,
para que este imenso coração da terra
possa pulsar sem tensão.
O país necessita gritar
com todo o ar de seus pulmões,
aquele urro de basta ao desamor
e contravenções.
O país necessita honrar sua bandeira
esparramar as cores do arco-íris
neste pedaço de chão,
gritar com emoção,
desoprimir-se e agir
com as forças da razão.
                         Suzette Rizzo
“O país das matas, dos pássaros”,
o preferido do astro-rei,
esta morrendo nas mãos da
incompetente lei humana.
Completamente incompatível
a Divina Lei Universal da Paz ““.
Suzette Rizzo