Hoje sou
poeta
Suzette
Rizzo
Não poso de poeta,
embora seja na
essência
e nem troco esse desabafo
por nenhum outro
escape.
Alivio-me totalmente
quando escrevo
a memória e
consciência,
sentimentos e lembranças
que se abrem
ao teclado
confidente
E hoje, descrevo a sensação
do beijo intenso
do
amor inteiro,
pois esse,
é o beijo da conquista.
Ele sabe da
boca apaixonante
do beijo arrepiante
que desperta a vida
ao amor
borbulhante.
Ele sabe que é o beijo
que faz o amante.
Hoje,
sou poeta, só por hoje,
p'ra sonhar a sensação
do beijo ardente.
Hoje
quero ser poeta,
e Deus permita, eu sempre seja...
E sinta intenso, como
agora
que descrevo o toque,
daquela boca quando
beija.
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Hoje queria ser poeta
Lara
Cardoso
Queria colocar no papel
mais do
que sentimentos,
mais do que meros
atrevimentos,
que venho
guardando
escondidos da razão
nem freados pelo
coração...
Queria poder olhar o céu
e não enxergar a nuvem
negra
de ressentimentos
que atravancam meu ego
fazendo de imenso
vazio
a poesia que hoje nego
Fosse mais que fantasia,
sem
precisar tomar as proporções
que envolvem todas as emoções,
deste triste
momento;
Hoje queria ser poeta
e ter a pena nas mãos
e não
te-la como argumento,
para uma vida
que hoje entrego
a um destino
lento...
Somente hoje
queria saber escrever
sobre a minha
vida,
e deixar em poucas linhas
o muito que estou a esconder...
Hoje
somente
escreveria concretamente
a minha despedida,
em forma de
poesia.
6 de fevereiro de 2014
Suzette Rizzo
Eu quis, como eu
quis
abrigar-te em minha alma...
Encostar tua cabeça
em meu
ombro,
alentar teu coração.
Quis acarinhar teus
cachos,
apagar teus fracassos...
Quis te dar sonhos,
mesmo os
impossíveis...
para enfeitar teus olhos de
esperanças.
Fui eu quem quis
fazer-te a
minha criança...
Ah! Eu quis,
tantas coisas perecíveis
!
Fantasiei desejos
em meus
sonhos insones,
todos de jade,
da cor dos seus olhos
luminosos...
imaginando milhões
de arco-íris
nesses delírios
calorosos!
E todos esses sonhos
se
auto destruíram.
Apagaram-se de repente,
como as estrelas da
manhã,
levando tudo que eu quis;
O corpo lindo...
a alma estranha
!
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O QUE NÃO
FIZ
Lara Cardoso
Desculpa-me
se tantas coisas eu
quis
e nada fiz
quis ser atrevida
burlar a vida
te fazer dono de meu
coração
onde a felicidade não tivesse fim
eu queria
sim...
Foram sonhos
incríveis...
talvez impossíveis
feitos de ilusão,
que eu
acalentei
sonhava sim,
mas...acordei!
Desculpa-me...
não ter
feito a tua felicidade
tão pouco a minha,
sonho é igual andorinha
que
voa, levando no bico a saudade...
POESIA DO
VAZIO
Suzette
Rizzo
Seria evitável acordar do sonho amargo
tão
desesperada,
se antes tivesse aberto os olhos.
Mas tua aura
ofuscava dourando a praça,
ao som daquela melodia...
e eu, tão
necessitada de alegrias e paixão,
dei-me ao sonho, no primeiro
dia.
Depois, meu caro, os dias passam,
os sentimentos
dão cria,
e o peito explode em ânsias malucas,
que nem Freud
explica.
Depois, é sempre tarde para o recuo,
sempre desastroso
o final,
sempre, em todo caso de amor,
invariavelmente
igual.
Não é simples como o desmanchar
a barra da
saia,
lavar os pratos do jantar...
não será nunca tão simples
aceitar o desamor
ou da noite para o dia desamar.
E
eu, como mulher igual as outras,
sedenta de um par,
encontrei o
pote de mel no teu arco-íris,
esperando ser feliz.
E
fui ! Inebriantemente entregue
às doçuras do começo...
e esse
começo ai, ai, sempre tão doce,
que diante àquela leveza, pensei comigo,
nem mereço.
Até que a sorte se perdeu
pelos
bueiros das coisas findas
e, até hoje,
tento exorcizar-te dos
meus anseios,
e não consigo... não consigo !
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VAZIO SEM POESIA
Lara
Cardoso
Elevaste meu ego
fizeste com que meu
coração acordasse
quase flutuasse
caindo...feito um
cego
Eu te amei, não nego
ainda te amo, confesso
e
quando tento deixar-te
vejo infundado meu progresso
mas refugo
meu cio
Ainda que ouse falar-te
quero fugir do teu
domínio
não é minha arte
estou em recesso
não quero mais
este desatino
procuro nos vãos
um total escrutínio
a
diluir de vez esta paixão
escondendo no vazio...
Ansiedade
Suzette
Rizzo
A manhã se fez tarde
e logo
anoitecerá,
completando assim a
rotina
de mais um dia.
Olharei o céu nebuloso
procurando aquela
estrela
das noites limpas
e mais uma noite
perguntarei
onde estivestes, onde
estarás.
Olharei o teto,
pensarei
pessoas,
fases,
coisas,
tentando de mim
disfarces,
sentindo uma vontade
louca
de acender um
cigarro
que não poderei
jamais.
Abraçarei minha
cachorrinha,
que me fará
carinhos
e como sempre,
esperarei
por aqueles sonhos
que não me
visitam mais.
Cautelosamente rastreio
aquele ontem e
descubro-te
por lá.
Suzette
Rizzo_
5 de fevereiro de 2014
QUANDO A BOTA
RÓI O RATO
OU (INVERSÃO DE VALORES)
OU (INVERSÃO DE VALORES)
Suzette Rizzo
|
Ouvindo a alma
Suzette Rizzo
Afundo-me neste silêncio
e fecho os olhos suavemente...
Procurando limpar a mente,
de qualquer pensamento!
Ouço o som das cascatas
bem em meus ouvidos,
lá de dentro!
E descubro além das águas,
o eco dos sinos
musicados!
Há uma igreja dentro de mim ,
por entre paisagens
mentalizadas !
Percebo, então, coisas explicáveis,
quando ouço minha
alma!
Suzette
Rizzo
3 de fevereiro de 2014
Versos a vida
Suzette
Rizzo
Olho ao redor...
A calmaria do lago faz ondiculas
e nelas reflete o
sol.
Sento-me na
terra,
sou parte
dela...
afago a flor que
enfeita
os olhos
meus.
Rendo-me diante a beleza do
céu,
agradeço a vida de todas as
coisas;
Sou algo que
flutua em Deus
Faço
versos...
é como sei
agradecer.
VELHO POEMA TRISTESuzette Rizzo
Nada mais!Estão opacas aquelas emoçõesgosto algodão doce,presente de Natal,matinê domingueira,perfume misto brisae creme dental.Contigo, voltava esse tempoda adolescência,mansamente...assim fixa em teu olharde folhas úmidase o sorriso manhã verãoque abria-me o peitoà paixão única !Acabou...Mas, não porque assimo quiséssemos...simplesmente por obrados carmasque não soubemosinterromper.Simplesmente,para que eu vivesseo despertar de um sonhoe morresseao te ver morrer.Talvez, para quea mutualidade de tudo,hoje nos complete...Talvez, para quetuas asas se abram, me abraceme quem sabe recebas,o calor imenso do meu amor...Como a tua luzque aquece em sonhos,esta vida que apenas é,porque o anjo em ti me protege.
2006
Vida, onde estavas?!Suzette RizzoEstava árvore sem vida,flor despetalada,sino sem badalo.Estava perdidanesta selva,floresta mortasem mais frutos...E o céu sobre mimcomo semprecinza-chumbo.Estava galho seco,folha ressequidasemi vida.Estava terra árida,mundo descolorido,meio coisa,meio esmigalhada,aqui perdida.
De repente,um beijo regadoa terra molhada...de outra parte,de tão longe,mata a minha sede...toca minha almae desperta-me.
Começoa ver folhas novas,minha carne revigora-se...O mar se abre,o azul se mostra!Agora, vivo...Estava morta!Suzette Rizzo
2 de fevereiro de 2014
Inconstância
Suzette Rizzo
Ele fala da beleza do mar.
Que mar?
Em qual dos mares se banha?
Fala incognitamente,
mente,
mas minha alma esperta
pressente.
Ele namora os atalhos,
procura nas flores,
amores
e desfruta os presentes.
Talvez seja inconseqüente,
mais ainda do que penso,
mas sabe prender...
E prende.
Suzette Rizzo
Saturday,
February 01, 2014
Lavando a
alma
Suzette
Rizzo
De mim, chove
solidão...
molha o rosto, a blusa, o
chão.
De mim, surgem idéias
iludidas
e vez ou
outra inspiração.
Minha alma passeia no
sono
abraçada aos meus
motivos,
são encontros que
impulsionam
a outros pontos não mais
vivos.
De mim, chovem todas as
águas;
De rio, de mar,
misturadas
e chove um medo cor de
piche
e chove dor da cor do
sangue.
De mim, chove a vida que
carrego
outras que
carreguei,
chove o que causei
ontem,
e o bem, antes de hoje
ser.
De mim, chove agua
filtrada
que rega meus
verdes,
limpa o solo em que
piso,
e lava o
palanque
onde também vomito
coisas que
sinto.
Suzette Rizzo_October 09,
2012
Entre abismos e piranhas
Suzette Rizzo
Deveria não ser assim,
mas, o mundo é um fazedor de almas
maledicentes,
complô causador de ausências
a cada instante...
Sinto o tempo ir passando,
levando aqueles que amo
e esse choro é constante !
Vivo entre fantasmas...
seres que não desatam
dos pensamentos.
Porem, não fosse lembranças,
nada mais seria par
do enfastiado isolamento.
Deveria não ser assim,
mas, o mundo é o abismo
da vida involuntária...
piranha que estraçalha,
o mal que expulsa o amor
por frestas da alma,
obriga a vida a se aboletar
como um bicho
temeroso da própria fauna.
E se tenho um questionamento,
é ele o resultado do tormento
nas profundezas de mim.
Deve haver um motivo,
paralelo talvez ao carma,
esses efeitos das causas...
À que vim, não sei...
Só sei, não deveria ser assim.
E neste momento abomino
a dor que tenho sido e tido em mim.
Suzette Rizzo_ January 18, 2006
Dolorosa solturaSuzette RizzoPensamentos congelados os dele,cortando de frio os meus, uivados,tamanho vazio alastrado.Era ele, uma passagemdespercebidaentre noite e madrugadae eu, apenas observava...Meu coração se debatiaquerendo um meio, a fuga,quando o rosto disfarçado de candeiamostrava a boca sem risos.Nem mesmo supus que a levezafosse fogo que crepitae aquela imensa alegriafosse maldade escondidaE eu, que comecei levitando porcéus noturnos,despenquei-me do monte,lá do pico,direto ao vulcão das desilusões maciçasem plena atividade homicida
Suzette Rizzo_
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