É verdade...
Poesia brota da alegria
da tristeza,
da indignação,
de qualquer mísero pingo
da alma correnteza.
Estranho, mas brota da incerteza,
do medo,
da carência e solidão.
Da janela aberta para a feiura do outono
ou à luz do sol de verão.
É verdade...
Poesia nasce do grito de agonia,
da ansiedade, do desejo, da euforia...
na noite descabelada
de uma crise-depressão.
Nunca foi somente flores, amores,
incríveis paixões
e nunca, apenas as tormentas
das grandes desilusões.
Poesia é torrente de palavras
encaixe de versos ou não.
Poesia, simplesmente é.
Não importa como escritos
esses sentimentos crepitantes
ou nascidos nas baixas marés.
Poesia é experiência da alma
cantada ao rítmo do coração.
No entanto, o mais importante
é a semelhança ao nascer de estrelas,
rebrilhando o céu das noites
das nossas sensações.
Parece até que os astros surgem
da poesia nascida da mente,
como divino presente
àqueles que sentem.
Mas, não importa como nasce...
Inexplicavelmente nasce,
do dom as vezes instável,
que vai e que vem.
Suzette Rizzo_
Nasci...
Nesse namoro de palavras doces,
poesia pura com fortaleza de abraço.
Namorava enfim,
retendo olhares que só eu vi,
ouvindo a reprise das frases lindas,
sentindo os gestos, o laço
e a sutileza de um lago perto de mim,
como se eu fosse uma orquídea
brotando para a vida,
ajudada por um querubim.
Nasci em todos os sentidos...
Sob o calor do sol,
energizando a alma mal alimentada
do vital,
reencarnada e desatada do mal.
Nasci, nesse namoro desejado
nos tantos dias enamorados
aguardando a soltura da minha vez.
Não sei de fato o que houve...
Morreu?
Nada Suzette Rizzo Não tenho estilo, não tenho saudades e exceto um gosto ardido, não mais sinto o poema de mim saindo. Nada a dizer depois da dor de te ver se indo!