8 de fevereiro de 2014

UM NOVO AMANHECER!
Suzette Rizzo

Reencarnarei ao amanhecer
os sonhos não realizados,
manhãs desprezadas,
noites fechadas em minha alma.

reencarnarei asas desapercebidas,
poesias estreladas
e aquele cântico introvertido
cantarei antes do sol nascido.



reencarnarei ideais inacabados,
serei a pluma que revoa a poesia
não vivida.

reencarnarei nova em folha,
abrindo olhos cegos, assim que a rolha
do champanhe explodir.

reencarnarei o embrião já formado,
escorrendo o riso pela face...
reencarnarei livre das traves

dançando a leveza das manhãs,
cuja musica entoará desta vez,
reencarne suave.

Suzette Rizzo _August 29, 2013


7 de fevereiro de 2014

Reflexão
Suzette Rizzo

É instintivo sofrer
proibido não viver
e, contudo, permitido
que a vida se deixe morrer.
É espontâneo ser alma
sofrida ou vencida,
duro é tentar não cair
e perder o equilíbrio.
É lícito seguir em frente
e usar as armas doadas
por Deus.
O grande presente é o arbítrio,
porque o proibido a essência sente.
É natural compreender
ou fingir que não.
Mas será permitido
suplantar o que não pode ser?
Talvez sim, talvez não...
Mas há sempre um senão
indeciso, defensivo
apertando o coração.  

Suzette Rizzo
Friday, February 07, 2014 



6 de fevereiro de 2014

Hoje sou poeta
Suzette Rizzo


Não poso de poeta,
embora seja na essência
e nem troco esse desabafo
por nenhum outro escape.












Alivio-me totalmente
quando escrevo
a memória e consciência,
sentimentos e lembranças
que se abrem
ao teclado confidente


E hoje, descrevo a sensação
do beijo intenso
do amor inteiro,
pois esse,
é o beijo da conquista.


Ele sabe da boca apaixonante
do beijo arrepiante
que desperta a vida
ao amor borbulhante.
Ele sabe que é o beijo
que faz o amante.


Hoje, sou poeta, só por hoje,
p'ra sonhar a sensação
do  beijo ardente.
Hoje quero ser poeta,
e Deus permita, eu sempre seja...
E sinta intenso, como agora
que  descrevo o toque,
daquela  boca quando beija.

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Hoje queria ser poeta
Lara Cardoso



Queria colocar no papel
mais do que sentimentos,
mais do que meros
atrevimentos,
que venho guardando
escondidos da razão
nem freados pelo coração...


Queria poder olhar o céu
e não enxergar a nuvem negra
de ressentimentos
que atravancam meu ego
fazendo de imenso vazio
a poesia que hoje nego


Fosse mais que fantasia,
sem precisar tomar as proporções
que envolvem todas as emoções,
deste triste momento;


Hoje queria ser poeta
e ter a pena nas mãos
e não te-la como argumento,
para uma vida
que hoje entrego
a um destino lento...


Somente hoje
queria saber escrever
sobre a minha vida,
e deixar em poucas linhas
o muito que estou a esconder...
Hoje somente
escreveria concretamente
a minha despedida,
em forma de poesia.
EU QUIS 
Suzette Rizzo 


Eu quis, como eu quis
abrigar-te em minha alma...
Encostar tua cabeça 
em meu ombro,
alentar teu coração.
 






Quis acarinhar teus cachos,
apagar teus fracassos...
Quis te dar sonhos,
mesmo os impossíveis...
para enfeitar teus olhos de 
esperanças.
 

Fui eu quem quis
fazer-te a minha criança...
Ah! Eu quis,
tantas coisas perecíveis !
 

Fantasiei desejos 
em meus sonhos insones,
todos de jade,
da cor dos seus olhos 
luminosos...
imaginando milhões 
de arco-íris
nesses delírios calorosos!
 

E todos esses sonhos 
se auto destruíram.
Apagaram-se de repente, 
como as estrelas da manhã,
levando tudo que eu quis;
O corpo lindo... 
a alma estranha ! 
 
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O QUE NÃO FIZ 
Lara Cardoso  
 
Desculpa-me
se tantas coisas eu quis
e nada fiz
quis ser atrevida
burlar a vida
te fazer dono de meu coração
onde a felicidade não tivesse fim
eu queria sim...
 

Foram sonhos incríveis...
talvez impossíveis
feitos de ilusão,
que eu acalentei
sonhava sim,
mas...acordei!
 

Desculpa-me...
não ter feito a tua felicidade
tão pouco a minha,
sonho é igual andorinha
que voa, levando no bico a saudade...


POESIA  DO VAZIO 
Suzette Rizzo
 
 
Seria evitável acordar do sonho amargo 
tão desesperada,
 
se antes tivesse aberto os olhos.
 
Mas tua aura ofuscava dourando a praça, 
 
ao som daquela melodia...
 
e eu,  tão necessitada de alegrias e paixão,
 
dei-me ao sonho, no primeiro dia.
 
 
 





Depois, meu caro, os dias passam, 
 
os sentimentos dão cria,
 
e o peito explode em ânsias malucas,
 
que nem Freud explica.
 
Depois, é sempre tarde para o recuo,
 
sempre desastroso o final,
 
sempre, em todo caso de amor, 
 
invariavelmente igual.
 
 
Não é simples como o desmanchar 
 
a barra da saia,
 
lavar os pratos do jantar...
 
não será nunca tão simples aceitar o desamor
 
ou da noite para o dia desamar.
 
 
E eu, como mulher igual as outras,
 
sedenta de um par,
 
encontrei o pote de mel no teu arco-íris,
 
esperando ser feliz.
 
 
E fui ! Inebriantemente  entregue
 
às doçuras do começo...
 
e esse começo ai, ai, sempre tão doce,
 
que diante àquela leveza, pensei comigo, 
 
nem mereço.
 
 
Até que a sorte se perdeu  
 
pelos bueiros das coisas findas
 
e, até hoje, 
 
tento exorcizar-te dos meus anseios,
 
e não consigo... não consigo !
 
 
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VAZIO SEM POESIA
 
Lara Cardoso
 
 
Elevaste meu ego
 
fizeste com que meu coração acordasse
 
quase flutuasse
 
caindo...feito um cego
 
 

Eu te amei, não nego 
ainda te amo, confesso
 
e quando tento deixar-te
 
vejo infundado meu progresso
 
mas refugo meu cio
 
 
Ainda que ouse falar-te
 
quero fugir do teu domínio
 
não é minha arte
 
estou em recesso
 
não quero mais este desatino
 
procuro nos vãos
 
um total escrutínio
 
a diluir de vez esta paixão
 
escondendo no vazio...
Ansiedade
Suzette Rizzo
 
 
A manhã se fez tarde
e logo anoitecerá,
completando assim a rotina
de mais um dia.



Olharei o céu nebuloso
procurando aquela estrela
das noites limpas
e mais uma noite perguntarei
onde estivestes, onde estarás.
Olharei o teto,
pensarei pessoas,
fases, 
coisas,
tentando de mim disfarces,
sentindo uma vontade louca
de acender um cigarro
que não poderei jamais.
Abraçarei minha cachorrinha,
que me fará carinhos
e como sempre,
esperarei por aqueles sonhos
que não me visitam mais.
 
Cautelosamente rastreio
aquele ontem e descubro-te
por lá.
 
Suzette Rizzo_

5 de fevereiro de 2014

Para desopilar. 
Afastar por instantes 
coisas feias que rolam neste mundo
QUANDO A BOTA RÓI O RATO
OU (INVERSÃO DE VALORES) 

Suzette Rizzo

Pensar é essencial.
Mas aqui neste mundo, a consciência é supérflua.
Aqui o mal transborda vermelhidões
e o aplauso excita as mãos
arregalando olhos apimentados.
Aqui se corre para ver quem morre no desastre.
Aqui se fala de tragédia
euforicamente.
Aqui se aplaude a guerra como fosse festa...
aqui, parece, ninguém sente.
Porém, quem veio assim, veio continuação
e voltará continuidade.
O mal é eloqüente, ardiloso e convence.
Afinal, os abutres interiores de cada um,
alimentam-se dos seus iguais.
E afinal, poucos saem da puberdade,
quando os valores são contrários.
Sempre foi assim... nada mudou.
Desde o tempo do tal condutor,
o guerreiro Jeová.
O mundo, acumula ônus,
jamais, terá bônus
 (do lado de lá).
**É a minha opinião**

Suzette Rizzo

Especial do Grupo Luna&amigos - Quando a bota rói o rato
Edição: Neli Neto
Música: Fantasie and fuge in a moll de Bach
17.11.04

Ouvindo a alma
Suzette Rizzo

Afundo-me neste silêncio
e fecho os olhos suavemente...
Procurando limpar a mente,
de qualquer pensamento! 

Ouço o som das cascatas
bem em meus ouvidos,
lá de dentro! 

E descubro além das águas,
o eco dos sinos
musicados! 

Há uma igreja dentro de mim ,
por entre paisagens
mentalizadas ! 

Percebo, então, coisas explicáveis,
quando ouço minha
alma! 
Suzette Rizzo

3 de fevereiro de 2014

Versos a vida
Suzette Rizzo
 
 
 
Olho ao redor...
A calmaria do lago faz ondiculas
e nelas reflete o sol.
 
 
 
Sento-me na terra,
sou parte dela...
afago a flor que enfeita
os olhos meus.
 
 
 
Rendo-me diante a beleza do céu,
agradeço a vida de todas as coisas;
Sou algo que flutua  em Deus
 
 
 
Faço versos...
é como sei agradecer.
 
 
VELHO POEMA TRISTE
Suzette Rizzo
Nada mais!
Estão opacas aquelas emoções
gosto algodão doce,
presente de Natal,
matinê domingueira,
perfume misto brisa
e creme dental.
 
Contigo, voltava esse tempo
da adolescência,
mansamente...
assim fixa em teu olhar
de folhas úmidas
e o sorriso manhã verão
que abria-me o peito 
à paixão única !
 
Acabou...
Mas, não porque  assim
o quiséssemos...
simplesmente por obra
dos carmas
que não soubemos
interromper.
 
Simplesmente,
para que eu vivesse
o despertar de um sonho
e morresse
ao te ver morrer.
 
Talvez, para que
a mutualidade de tudo, 
hoje nos complete...
Talvez, para que
tuas asas se abram, me abracem
e quem sabe recebas,
o calor imenso do meu amor...
 
Como a tua luz
que  aquece em sonhos,
esta vida que apenas é,
porque o anjo em ti me protege.
2006



 
Vida, onde estavas?!
Suzette Rizzo
 
Estava árvore sem vida,
flor despetalada,
sino sem badalo. 
Estava perdida 
nesta selva,
floresta morta 
sem mais frutos...
E o céu sobre mim 
como sempre
cinza-chumbo. 
                         
 
Estava galho seco,
folha ressequida 
semi vida.
Estava terra árida, 
mundo descolorido,
meio coisa,
meio esmigalhada, 
aqui perdida. 

   
De repente,
um beijo regado
a terra molhada...
de outra parte,
de tão longe,
mata a minha sede...
toca minha alma
e desperta-me.

Começo
a ver folhas novas,
minha carne revigora-se...
O mar se abre,
o azul se mostra! 
Agora, vivo...
Estava morta!
 
 Suzette Rizzo
 
 
 

2 de fevereiro de 2014


Inconstância
Suzette Rizzo

Ele fala da beleza do mar.
Que mar?
Em qual dos mares se banha?
Fala incognitamente,
mente,
mas minha alma esperta
 pressente.
Ele namora os atalhos,
procura nas flores,
amores
e desfruta os presentes.
Talvez seja inconseqüente,
mais ainda do que penso,
mas sabe prender...
E prende.

Suzette Rizzo
Saturday, February 01, 2014
Lavando a alma
Suzette Rizzo
 
 
De mim, chove solidão...
molha o rosto, a blusa, o chão.
De mim, surgem idéias iludidas
e vez ou outra inspiração.
Minha alma passeia no sono
abraçada aos meus motivos,
são encontros que impulsionam
a outros pontos não mais vivos.
De mim, chovem todas as águas;
De rio, de mar, misturadas
e chove um medo cor de piche
e chove dor da cor do sangue.




De mim, chove a vida que carrego
outras que carreguei,
chove o que causei ontem,
e o bem, antes de hoje ser.
De mim, chove agua filtrada
que rega meus verdes,
limpa o solo em que piso,
e lava o palanque
onde também vomito
coisas que  sinto.
 

Suzette Rizzo_October 09, 2012