5 de setembro de 2017

Coincidências - Suzette Rizzo

Na calçada fria,

rabiscavas meu nome.

E li nas entrelinhas do teu 

pensar,

tua vida tombada,  

agarrando-se a minha

também meio lá meio cá.

Deixei o barco correr na lama 

do mundo,

sonhei teus sonhos imaturos

e incompreendidos por todos seguimos.

Aparentemente parecíamos  

algo indolor...

tipo almas ceifadas

imunes a dor.










Wandy Luz



Lembre-se de que a Fênix, quando volta, torna-se ainda mais bonita do que um dia já foi. 
Porque a dor ensina, o sofrimento dignifica, as brasas da alma faz-nos imortais e a nossa força vem à tona. 
Porque a verdadeira beleza é saber ser quem você precisa ser, mas nunca deixar de crescer, aprender e evoluir. 
As dores mais profundas são as que te transformam em um gigante que mata dragões e vence as guerras mais difíceis! 
Então queime, sangre, chore, mas ressuscite.
Wandy Luz

30 de agosto de 2017

Confrontamento - Suzette Rizzo


Digladiam-se 
interiormente culpas e razões, 
ressentimentos 
e impedimentos ao perdão.
Conflito esse, travado pelos sensíveis,
e capazes,
cujas dores são vorazes
e meras as ilusões.
Digladiam comigo dessemelhantes,
Ignorâncias e oposicionistas.
Digladia com o corpo suicida,
esta alma enfraquecida.
Suzette Rizzo




Metade - Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho 
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito  
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também




Manancial - Suzette Rizzo


Amor nascente,                                        
plantio de semente,
poema novo,
estrela cadente em minhas mãos.
Era assim, 
quando apontava na esquina,
quando sem saber consolava,
acendendo o luar,
afastando desolações...
Parecia miragem se me olhava,
desenhando no céu mil corações.
Amor nascente, 
amor doente, viu?

Nunca mais a doidice 
das nossas emoções!
Suzette Rizzo


Acredito Em Gnomos ( Naldo Velho )

                         

Acredito em gnomos,
fadas, dragões e duendes.
Em princesas aprisionadas,  
e casas mal assombradas.

Feitiço feito, e acabado, 
castelos de areia,
cavalos alados,

com veneno ardido de serpente,
difícil de desfazer.

Acredito na magia
que a estrela da manhã
nos deixa ao raiar do dia
e sempre pago pra ver!

Que remédio, sou poeta!
Acostumado a crer em coisas
que ninguém consegue ver.

Acredito no amor,
no ciclo eterno das águas,
em mandalas feitas sem pressa
que o vento desmancha ao entardecer.

Acredito até em sereia!
Dia desses, nem faz muito tempo,
segui o rastro de uma,
lá pras bandas de um estranho rochedo,
mareado pela força do mar.

Até hoje busco catar os cacos,
e pacientemente emendá-los.

Que remédio!
Sou um tolo...

Repito, um poeta!


Acredito até em você! 

Naldo Velho

Elementais é o nome dado a todo e qualquer espírito existente na natureza. Todo princípio divino, após emanar-se do "Absoluto", deve iniciar seu processo de desenvolvimento incorporando-se à matéria. Essa incorporação, segundo os princípios platônicos da Metempsicose acontece consoante a uma ordem estabelecida. Os princípios divinos devem iniciar sua jornada no mundo material incorporando-se inicialmente ao reino mineral. Após o aprendizado neste reino, o princípio divino deve passar ao seguinte estágio, ou seja, ao reino vegetal. Após concluir o aprendizado do reino vegetal, o princípio divino deve passar ao estado animal, e, posteriormente, ao estado humano. Também são conhecidos como personagens fictícios, que representam seres da natureza e que seriam capazes de controlar os elementos e os representar. São eles: Silfos - os elementais do ar Salamandras - os elementais do fogo Ondinas - os elementais da água Gnomos - os elementais da terra De acordo com Papus: "O caráter essencial dos elementais é animar instantaneamente as formas de substância astral que se condensa em volta deles. Seu aspecto é variável e estranho: ora são como uma multidão de olhos fixos sobre um indivíduo; ora são pequenos pontos fixos luminosos rodeados de aura fosforescente. Podem, ainda, parecer criaturas indefinidas, combinações de formas humanas com animais." Ainda segundo Papus, cada elemental deve ser invocado pelo nome de seu gênio, GOB é o gênio da terra, DJIN é o gênio do fogo, PARALDA é o gênio do ar, e NICKSA é o gênio da água. "Os elementais são invocados pela prece e o ritual completo prevê o uso do Círculo Mágico, com o magista voltado para o ponto cardeal correspondente, apresentando o instrumento característico de cada um, chamando-os pelo nome de seus gênios. O Círculo Mágico garante o isolamento e proteção contra qualquer surpresa da parte das potências do astral. A meditação, na obscuridade, com o corpo isolado por uma manta de lã e com a espada à mão, tendo proferido preces pedindo auxílio aos mestres, também pode propiciar a visão dos elementais."


Amanhã - Guilherme Arantes






Composição: Guilherme Arantes Amanhã! Será um lindo dia Da mais louca alegria Que se possa imaginar Amanhã! Redobrada a força Prá cima que não cessa Há de vingar Amanhã! Mais nenhum mistério Acima do ilusório O astro rei vai brilhar Amanhã! A luminosidade Alheia a qualquer vontade Há de imperar! Há de imperar! Amanhã! Está toda a esperança Por menor que pareça Existe e é prá vicejar Amanhã! Apesar de hoje Será a estrada que surge Prá se trilhar Amanhã! Mesmo que uns não queiram Será de outros que esperam Ver o dia raiar Amanhã! Ódios aplacados Temores abrandados Será pleno! Será pleno!


O poder da mente Somos frutos de nossos pensamentos. Quer queiramos ou não, eles irão influenciar sobremaneira nossa vida, atuando benéfica ou maleficamente; usando pensamentos positivos, atraímos acontecimentos bons pela faixa em que estamos vibrando, entrando em sintonia" com coisas boas, atraindo-as. O inverso é verdadeiro também; Usar uma "vassourinha mental" para varrer da mente as recordações negativas que nos prejudicam é sempre necessário,
policiando a nossa mente; podemos superar um vício, controlando os nossos pensamentos, policiando-os, substituindo-os por outros edificantes. Devemos desejar somente aquilo que nos pertence por Direito Divino Fonte:livro "ABC do Poder da Mente" ;autora:Aldina Rocha,

O pensamento é o único poder imaterial que se conhece e que pode produzir riquezas tangíveis, que existe no depósito invisível. Pense em riquezas que elas lhe aparecerão; pense em pobreza que ela se fará presente. (Catherine Ponder)





29 de agosto de 2017

Deus proteja-me do amor - Suzette Rizzo


Sonhei tanto correr por entre
aqueles pinheiros,
passar de novo por aquela estrada,
refazer  o velho romance,
exterminar mal entendidos...  
acertar os ponteiros de tudo,
concluir o poema inacabado... 
que de tudo enjoei e a tudo excluí,
de vez e de fato.

Sonhei muito!
Era tudo que eu poderia,
tudo que eu teria de meu,
apenas sonhos...
E as lembranças que eram tuas,
pensei: Irão me refazer. 
Que nada! Tudo termina!
o dia, a madrugada,
as fases todas da vida.
Meu romance?
Certamente terminaria!

O que restou, me afogou
em desesperanças,
na certeza salgada do descaminho
e na dor da alma por um tempo aflita.
Foi assim que terminou, 
tênue linha partida ao meio
e as migalhas, 
farelo miudíssimo das lembranças 
de um outro tempo.

Os pinheiros  estão lá,
sei que estão...
mas perdi, definitivamente,
a vontade de sentir  aquele aroma 
ou de abraçar pinheirais. 
Quanto aos mal entendidos,
estão vencidos...
O rótulo daquele amor,
e o conteúdo,
está fora de mercado.
Chorei tanto o dilaceramento,
o sonho congelado...
Rasguei fotos, momentos,
petrifiquei meu passado.

E se ele, um dia, lembrar de mim,
agora que estaquei sangue
com pus
e curei feridas enormes,
fugirei, com certeza...
mais que o diabo da cruz.
Suzette Rizzo - 99



Duas poesias - Gaston Bachelard



Ainda existem almas para as quais o amor é o contato de duas poesias, a fusão de dois devaneios.

 Duas poesias
Gaston Bachelard


28 de agosto de 2017

A Reencarnação do Amor - Suzette Rizzo


Nascerás outra vez.
Ganharás nova vestimenta, 
não tão atraente
e desta vez olhos negros
porque os teus de mata virgem 
causou vertigens
e depois muita dor.

Terás outro signo,
não aquele que penetra
segredos da alma,
extrai necessidades...
Nem os mesmos beijos
de chama ardente.

Na sub consciência
terás um breque como alerta,
que te fará fugir dos vícios
e sentirás infelizmente dor
em algum lugar do corpo,
vestígios do teu suicídio.

Mas, serás feliz
por ter doado amor
aos necessitados
e calor aos solitários.
Como eu que renasci
das cinzas,
ao teu lado, meu amado.
Suzette Rizzo





Sonho exposto - Suzette Rizzo

Sigo em frente...
sou tua costela e a sombra da Eva 
que te pertence.

Te guardo em meus braços,
te prendo no abraço,
balbucio uma canção misto oração.

E adormeces pensando nela...
na outra que é cria
do teu novo coração.

Observo teu globo ocular sob as pálpebras
a dançar mais apressado,
e sorris meio de lado,

carregando de vez meu sono
e o futuro deletado 
para baixo do colchão.

Meu peito é furacão 
devastando a vida inteira
uma estrada contramão.

Não posso voltar atrás,
muito menos recomeçar
em qualquer outro lugar.

Estilhaço-me lentamente,
misturando-me
a teu corpo de barro frio.

Serás sempre aquele Adão,
a minha sempre metade
e eu já sou o pó varrido.

Estas limpo da minha carne,
e cortaste as tuas unhas,
preparando outro amanhã.
Suzette Rizzo





27 de agosto de 2017

Imagine - Connie Talbot


Imagine não haver o paraíso 
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu

Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente

Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também

Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só

Imagine que não há posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só

“Ame o mundo inteiro como uma mãe ama seu único filho.”
Imagine como seria o mundo se todos nós nos preocupássemos e amássemos a todos, assim como fazemos com nossas famílias?! Somos todos um, e todo ser humano é merecedor de nosso amor, não apenas aqueles que estão próximos a nós. O egoísmo e a falta de amor que criamos ao longo dos anos é o motivo pelo qual nossa sociedade encontra-se doente. Precisamos de mais amor, de mais cuidado. Essa é a chave para um mundo realmente iluminado. Buda


23 de agosto de 2017

Caminhos da vida - Suzette Rizzo


Vou magoa afora,
nestes caminhos a mim reservados
entre um turbilhão de problemas
e nostalgia,
muita monotonia,
porém, resignada do entrave,
medonho tédio que maldigo,
pois tranca-me a sete chaves
no passado e nos delitos.
Mas vou em frente,
compreendendo, aprendendo,
curtindo sinistros sentimentos,
contagiando meus pobres cães
com meu aniquilamento.
E nesta apatia sem remédio,
desaconchegada em cada inverno,
vou lapidando o nome eterno.
Entretanto, surda ao sermão do viaduto...
já fiz e rezei tudo e a nada fiz jus.
Perdi-me entre o meu luto
e a saudade fixada 
na cúpula do abajur. 

Autora: Suzette Rizzo
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