15 de outubro de 2017

Tempo - Suzette Rizzo


Correr atrás do tempo
como se o tempo pudesse ser pego...
correr atrás dos sonhos
senti-lo chato, enfadonho,
perceber tudo tão cego.
E o tempo possui motor possante,
desvia o alvo na estrada
e a gente o perde de vista.
Constrangedor esse tempo!
Faz esquecer o que não se quer esquecer,
lembrar o que não se quer lembrar.
Concluo que o tempo é dor
sem anestésico,
pior que isso, o tempo é antiético
Suzette Rizzo_ Sunday, October 15, 2017





Tanto faz - Suzette Rizzo


Tanto faz o meu temor,
o choro compulsivo,
a dor do meu destino,
nascimento, meio, fim...
Tanto faz o que veio em mim
e se agita,
se o tempo grita cansaços
ou se a flor da essência anda murcha,
se algo por dentro se entrega,
se a vida me agarra a unha.
Tanto faz!
Se serei uma menos,
se ainda sou uma a mais.
Suzette Rizzo - 2015
















Assombro - Suzette Rizzo


Hoje, a impressão
é de ciranda de anjos
a meu redor.
Espanto que alimenta esperanças,
atenua o agito interior,
derruba o muro refreador
de sentir da vida a dança. 

A impressão é de sol
apesar do tempo dissimulado
e o corpo parece casca
sem recheio,
tamanha leveza. 

Hoje, inacreditavelmente
a impressão é de desmanche
dos poemas chuviscosos; 

Se foram  os danosos sentimentos
e me surpreendo despindo a vestimenta
das palavras lamentosas. 

Escrevo agora... a impressão
que leva embora o temporal dos versos
e desfaz a ventania furiosa. 

Autora:Suzette Rizzo
Direitos Reservados










KEILA SACAVEM


KEILA SACAVEM

12 de outubro de 2017

Febre - Suzette Rizzo

Seguro a caneta buscando palavras   
mais próximas aos sentimentos
e faço esses desenhos
que nem de longe se parecem
com as minhas emoções.
Coloco a mão na testa
medindo o grau do delírio
que alastra e queima pensamentos,
aumentando o fogo da saudade
e o fogo dos tormentos.
São apenas desejos da alma pós relento,
a causar a solidão deste momento,
o que me faz sentir odores
da presença que eu quero
e não tenho. 
Autora: Suzette Rizzo 


Tudo de bom! - Suzette Rizzo


 Amor é suavidade
dançando notas musicais
ao sol da tarde.
É um cantar de pássaros sonolentos,
a quentura do corpo sob a lã do cobertor,
é sonho, poema, oxigênio, torpor.
Amor é algo na verdade, sem palavras,
é um olhar dentro do olhar,
algo que causa arrepios,
gostosuras de sensações,
leve tremor.
Lembro-me assim, sentindo todas as coisas
pra lá de boas!
Lembro nítido daqueles dias
de sonhar atoa
Suzette Rizzo - September 30, 2017




5 CASOS DE EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE

O que você acha que vai acontecer quando morrermos? Muitas pessoas já passaram por experiências próximas da morte e algumas delas conseguiram relatar com clareza coisas como a aparição de uma forte luz branca, além da sensação de ter a alma/espírito ejetado para fora do corpo físico, e é claro, o encontro com pessoas que já passaram dessa para uma melhor. Mas será que é só isso? Deixa que o Antonio Bôco conta tudo pra você. Basta você apertar o play e tirar as suas próprias conclusões. Confira: 5 casos de experiências de quase morte que vão abalar suas crenças





11 de outubro de 2017

Lacunas e outras escassezes - Suzette Rizzo


São evidentes as atrações 
borbulhando interiores...
Eu já quis sonhos serenos,
entrelacei o oposto.
Ficam os beijos, cheiros
sabores das conquistas,  
e no tato, rostos macios ou não,
assim é para todos...
Mas aqui nesta essência
arraigaram-se somente 
umas poucas lembranças da meia primeira infância,
inda desapercebida da maledicência humana.
Bem, depois fui assim:
Olhar de águia, coruja atenta,
carência devido abandonos,
solidão de trono.
São evidentes faltas e solidões,
quando lembranças são mais que espremidas,
jamais se recolhem
e a sensibilidade aguça sem dó,
multiplicações.

Suzette Rizzo - October – 2016



O que vem pela frente eu sei - Suzette Rizzo


Foram-se as sensações,            
a facilidade da inspiração,
as emoções,
sonhos e desejos...
Foi-se o impulso, o pulso,
a margem e as forças,
o que era injusto e não enxerguei quão justo.

Foi-se a paz que eu não sentia
e contudo existia,
foram-se os sons, a companhia,
a leveza que pesava,
a lagrima nem tanto amarga,
foi-se o real da vida
num repente, fantasma!

Sumiu aquela estrada,
pequenos projetos,
o tempo certo...
Para sobrar solidão, medo,
a exaustão do corpo e da alma 
em meio ao total deserto.

Foi-se mais um tempo
neste lar
e carrego mais uma dor.
O que mais virá, eu sei;
mais dor, mais dor, mais...
Suzette Rizzo - December 13, 2010 




Pedacinhos de felicidade - Suzette Rizzo

Experimentava a disritmia,
apaixonada como nunca...
E platonicamente envolvida
ganhava,
o primeiro presente da vida.

Nem mais lembraria dos golpes
do destino,
da decadência repentina,
dos pesadelos vampirescos,
outros sonhos asfixiantes.

Agora, colorido e prazeroso
esquecer dias anulantes,
mesmo que  ilusão.
E o bom de tudo foi saborear 
o máximo do sentir;
Era ele a metade, não da maça,
mas do que faltava no coração.

Suzette Rizzo - April 04, 2010



Desinformação - Suzette Rizzo


Se as pessoas descreem 
na vida eterna,
por que então, reverenciam seus entes,
fazem missas anuais,
se os mortos, creem elas,
inexistem para sempre?
Porque então, se pede ajuda ao anjo da guarda
e acredita-se tenha ele asas
(como se anjo fosse mágica)
se nenhum ser é desigual
nem sofre transformação,
depois que a morte abocanha
a mente e o coração.
Quanta incoerência!
Quanta fixação!
Ninguém pensa não?
NÃO!
Nem no corpo que apodrece,
nem na alma que adoece
tamanha desatenção.







Sempre solidão - Suzette Rizzo


A solidão me conhece,
mas, eu nada sei de mim,
exceto que a alma
assim só,
rapidamente anoitece.
A cara da solidão é triste
como imagino sejam seus olhos,
o desenho da boca... 
Solidão resseca a pele
e o constante sal da lagrima
rapidamente envelhece.
A solidão é gêmea comigo,
gerada no mesmo ovo,
destino univitelino.
Seguimos juntas, eu e ela,
cada vez mais sós... 
E cada vez mais
o tempo aperta esse nó.
Suzette Rizzo






3 de outubro de 2017

Nictofobia - Suzette Rizzo


Já toquei a escuridão   
sentindo o pavor
de encontrar fantasmas,
era criança quando isso se dava,
quando esqueciam meus medos
e as luzes apagavam.
Hoje busco contornos,
traços, antigos laços
e nada sinto neste espaço
físico ou abstrato.
Na escuridão da madrugada,
parecemos ambas desencarnadas,
no entanto,
sem mais aguçados sentidos,
muito menos tato.
Suzette Rizzo





1 de outubro de 2017

Águas passadas - Suzette Rizzo


Roubei teus encantos para o meu poema
e deixei que os meus olhos vissem
o que viam os teus.
Confuso depois, porém, antes,
houve magia entre nós dois.
Deslizei pensamentos
nos verdes campos da tua cidade,
plantei florinhas para perfumar
nosso pequeno espaço.

Deixei sempre a sala arrumada,
canções da preferencia,
abertos os meus braços.
Eram sonhos cristalinos
por trás dos preparos,
mas quanto aos pensamentos,
escondidos
como fossem criminosos,
vinha o receio dos teus ares
ante a minha prepotência.
Isso, fui sim, prepotente!
Afinal, eras o príncipe do momento,
e eu, apenas tua amiga confidente.
Suzette Rizzo







Dedos... erros... nãos -Suzette Rizzo


Um emaranhado de pensamentos,   
apontam seus dedos para mim.
Sim, possuem dedos as acusações,
possuem dedos os erros e os nãos.
Alguns olhos se arregalam,
visivelmente desenham interrogações.
Se ao invés de escrever a minha filosofia
eu fosse crente
ou dançasse tango,
talvez a dança do ventre
um fank... 
teriam em mim olhos contentes?
Também não!
Suzette Rizzo
Pintura : Kos Palma






30 de setembro de 2017

Espelhos - Suzette Rizzo


‘Exterminaria os espelhos
que insistem em refletir o que não somos’.
Riscaria esses inventores de banalidades,
essas mentes escrotas que enxergam sem ver,
o que vale de fato.

Expulsaria os fazedores de espelhos,
esses ilusionistas!

Melhor seria buscar um límpido rio
a mil oftalmologistas.
Melhor seria não ver o que a visão diz,
e sim ouvir o que a alma grita.
Suzette Rizzo









Revolta - Suzette Rizzo


Estágio penoso,                       
dilacerador de entranhas...
Maldito tempo que
me fez cobaia,
pra testar o meu limite,
fazer acertos,
rasgar meus nervos,
causar esta gastrite.

Estágio covardia
coisa mal digerida,
inconcebível...
E mesmo antes
dos machucados,
cobrou-me, Deus, a subida...
Antes mesmo de ser vida !

Cansei das águas estagnadas
em meus caminhos sedentos
de imenso oceano.
Cansei dos momentos de cio,
nunca mais ouvi Caetano.

Estágio aos pedaços
Aqui... Ali... A sombra do fracasso:
Acompanhante estúpido
colado aos meus passos!

Suzette Rizzo_ February 02, 2002


Enamorando - Suzette Rizzo


Nasci...                                   
Nesse namoro de palavras doces,
poesia pura com fortaleza de abraço.
Namorava enfim,
retendo olhares que só eu vi,
ouvindo a reprise das frases lindas,
sentindo os gestos, o laço
e a sutileza de um lago perto de mim,
como se eu fosse uma orquídea
brotando para a vida,
ajudada por um querubim.
Nasci em todos os sentidos...
Sob o calor do sol,
energizando a alma mal alimentada
do vital,
reencarnada e desatada do mal.
Nasci, nesse namoro desejado
nos tantos dias enamorados
aguardando a soltura da minha vez.
Não sei de fato o que houve...
Morreu?
Talvez!

Suzette Rizzo




Escuros meus - Suzette Rizzo


Não insisto nem persisto,
ou quero esperanças vãs...
Observo a pele, as unhas curtas,
a falta de tudo por dentro,
o amargo sem mel,
o céu sem manhãs.
Não te escuto,
não mais te sugo como um vampiro
planando legiões sombrias...
Te penso vivo, alma livre,
de anjo socorrista,
as mãos segurando as minhas.

Suzette Rizzo - 04 2016