25 de dezembro de 2014
24 de dezembro de 2014
Rejeição
Rejeição
Suzette
Rizzo
Atraída
por palavras,
seduzida
com atenções,
e
depois,
decapitadas
uma a uma
as
ilusões .
Inesquecível
o desaponto,
o
rosto frio daquela criatura.
Inesquecível
o movimentar das mãos
procurando
apoio de si mesmo,
a
busca dos objetivos,
toda
e qualquer esperança
sob
a grande frustração.
E
eu ali, fingindo não perceber...
Sem
jeito, sem graça, magoada,
desorientada,
decepcionada
com
tamanha rejeição.
E
a minha poesia desde então,
permanece
paralisada
procurando
as emoções
todas
dispersadas.
April 18, 2014
Ouvindo Hàmlid
Ouvindo
Hàmlid
Suzette
Rizzo
Juntava
conchinhas beira mar,
molhava
os pés nas ondiculas,
queimava
os ombros,
doía,
dormia...
Acordou
moça, adulta, madura,
despreparada
para a luta.
O
céu estava lá no mesmo lugar,
a
lua também
e
as ondiculas para sempre
morrendo
na praia.
Observava
as conchinhas, poucas agora,
mas
não mais se empolgava em pega-las...
O
céu sim, tão alto, demais azul,
tão
lindo o marinho,
salpicado
de estrelinhas...
E
a moça se encantava.
Dormiu
hoje, amanhã...
prosseguiu
admirada das coisas celestes,
das
coisas do mar.
Enfim,
enxergou além
e
sentiu tal prazer,
até
notar o extasio destemperado...
Permanece
na redoma
e
sobrevive solitária.
"Mesmo estando entre milhares de
pessoas, essencialmente somos seres sós. Não devemos confundir os significados
de solidão com solitude ou meditação, pois meditar é entrar em contato consigo
mesmo e com o Criador de Todas as Coisas."
Hàmlid
Hàmlid
FELIZ NATAL
23 de dezembro de 2014
Loucuras da solidão
Loucuras
da solidão
Suzette Rizzo
Andei por aí
conhecendo o mundo,
o lado feio de tudo,
misturando intuição com poesia
luzes com ironia
porre com emoção.
Andei confusa
sabotando a solidão.
Colorindo a noite fria
pra pensar que cor bonita
despertava em mim, paixão.
Andei perdida,
meio cá, meio lá,
bem pra baixo!
Enxergando fraco,
nem presa, nem livre,
sem pique, sem rastros.
Por isso parei
naquele espaço
que nem era pra mim...
Querendo o calor da boca
e uma noite muito louca
que só riu desta boba aqui.
Lua pequena
Lua
pequena
Suzette
Rizzo
Uma
pequena lua enfeitou de luar o meu
e
outros quintais
e
lembrei das vezes em que sentamos num banco
improvisado
de tijolos
e
conversamos sobre fases nada naturais.
Relembramos
tristezas,
porém
o vento gostoso da noite,
não
permitia qualquer lágrima.
Voltamos
ao presente,
a
observar a pequena lua
compreendendo
o vento que revirava ex fases
para
escrever novas páginas.
Ontem,
a mesma lua enfeitou de luar
o
meu e outros quintais,
mas
desta vez não tive com quem conversar...
Olhei
o céu igual e desigual
e
lembrei apenas
daquela
noite de lua pequena;
Agora?
Não cavo da alma
nem
meia lauda de poema
Monday,
June 04, 2012
20 de dezembro de 2014
Nova ressurreição
Nova ressurreição
Suzette Rizzo
Nas horas de
abandono
quando o corpo se
deita
acontece o
turbilhão de pensamentos.
E eu sei,
que mesmo que haja
uma outra
atravessando seu
tempo,
é de mim
que você lembra.
Difícil esconder
sentimentos
ou a carência
que se alimenta
de redobrados
desejos.
E você sabe o mal
que me fez
e quanto tempo
perdi
matando de mim,
você.
Impossível
expulsar necessidades,
o tédio, as
verdades,
angustias,
saudades...
No entanto, o
mais terrível,
é afastar
esperanças
de continuidade.
E coloco-me em seu
lugar,
procuro seus
motivos,
trocamos de
coração,
fechamos os olhos
...
E não é com
surpresa
que descobrimos,
a importância da
razão
e que ambos
ansiamos
com afinco,
nova ressurreição.
2005
Poetas e amantes
Poetas e
amantes
Suzette
Rizzo
Nas ruínas
misteriosas da alma
forradas de
velho cimento,
escreveu
poemas mundanos,
todos no
esquecimento.
Voltou a
alma poeta
a preferir
luas inteiras
e noites ao
pé da lareira.
Voltou o dom
e o paladar
poesias de
primeira.
Retornará o
poeta mudado,
se nem na
memória vive
aventuras do
passado?
Ela,
aguardará...
Por enquanto
o que há
são utopias,
encontros em
sonho e quem sabe,
na fonte dos
namorados...
Para que
juntos se inspirem por lá
e juntos
renasçam cá;
Poetas e
amantes,
nem tristes
ou frustrados,
apenas
enamorados.
April 04, 2010
Dois beijos
Dois beijos
Suzette Rizzo
O mesmo sopro de vento
calmo irá repetir-se,
toda vez que eu mentalizar
a primeira madrugada
e dois únicos beijos;
O último e o primeiro...
Na escada e no final daquela
estrada!
Estarei sempre na mesma...
Não querendo recordar
e totalmente entregue
a esta mistura-conflito
de querer não odiar
quem tocou meu coração,
acendeu fogueiras
e deixou fagulhas
em meu destino!
Suzette Rizzo
18 de dezembro de 2014
Experiência
Experiência
Suzette
Rizzo
Experimento
a sensação
de
estar sendo conduzida pelas mãos
por
entre nuvens de algodão,
cujos
seres fosforescentes,
acendem luzes sobre
meus versos.
Experimento
a sensação da mistura
de
dois pensamentos num só...
Alguém
em mim querendo dizer
as
coisas que não sei...
e eu
encantada, interpondo a vez.
"Foi
um grande passo,
tentar
conhecer, tentar viver
espiritualidades'
dizem
eles, aos meus ouvidos...
"Um
grande passo querer crescer,
entre
dores e lamentos,
perdas
e sofrimentos.
Um
grande conhecer experimentar o dom,
arrastar a
alma para o imã celestial,
velejar
por mares desconhecidos"...
E
foi mesmo assim ...
Como
se eu fosse um neném,
chegando
ao mundo dos vivos.
17 de dezembro de 2014
De encontro a mim
De
encontro a mim
Suzette
Rizzo
O medo
de cavar lembranças,
reverenciar
um tempo sinuoso
ocultado
de mim mesma,
causa
pânico...
Quisera espremer
tumores
cármicos, petrificados
e
esse ainda não seria
o
preço pior do alivio.
O
desejo é atormentador,
no
entanto saudoso da magia
dos
momentos vividos,
cujas
galáxias entornavam
seiva
refrescante,
expulsando
o pó do tempo,
alimentando
minhas células
da
sensação marcante.
Daria
tudo
para
reencontrar o ouro,
de
um instante intenso
em
emoções !
E
ajoelho-me
perante
as efígies das lembranças
como
fossem sacras;
agradecendo
o ciclo,
mesmo
assim, incompleto
e
a futura recordação
do
amor sentido na terra
Que
apesar dos pesares...
se
fez, tão breve.
Suzette
Rizzo
15 de dezembro de 2014
Sempre...
Sempre...
Suzette Rizzo
É
sempre abril
no
tempo e na alma,
quando
escrevo a poesia
do
amor surgido,
na
fase mais negra
do
meu destino.
É
sempre final de verão,
noites
ainda quentes
e a
musica envolvente,
vinda
de dentro...
junto
a visão que ocupa espaços
todos
que a vista alcance...
aqueles que
a alma sente.
É
sempre abril!
Embora
a madrugada seja mais fria
e eu
tenha tantos problemas,
dissecando
a serenidade
desse único
alento !
Suzette Rizzo
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