9 de fevereiro de 2014



Louca Criatura
Suzette Rizzo

Louca !
Mil vezes louca !!!
Perdeu a vida, a auto-estima,
desejos,  coragem...
Esqueceu que a criatura
aqui veio para a luta.


Nem pensou
em sair correndo
atrás da vida ,talvez reservada...
Teve pena desse, daquele,
e matou-se ...
sem que ninguém lhe notasse o fim.


Será patife quem vive em fuga?
Será o quê... quem se derruba ?!
Marcou seu destino com pedrinhas
que ninguém achou
e, desceu ao limbo...
Ateou  seus sonhos na fogueira
e ainda deixou tudo limpo.
Suzette Rizzo
LUZES...POR FAVOR !  
Suzette Rizzo       

É bom sim,
aquele que não
chicoteia
a alma alheia.
E bom mesmo
é aquele que sente ,
transmite sensivelmente,
age puro e não carrega
a alma feia.

No entanto,
mau, impuro,
é todo aquele consciente
que se vê promiscuir 
em atitudes e palavras...
dilacera o outro,
com seus maldosos
impulsos,
nada faz quanto a isso
e ainda se proclama
senhor absoluto.

Na verdade esse é,
sem sombra de dúvida,
um ser prepotente...
segundo ele próprio
domador de essências
facilmente dominadas
a seu modo de ver.  

É! De repente
ser dono disso tudo
significa possuir
instintos muito escuros...
Por isso, hoje,
acendo as luzes,
para pensar em você.

Suzette Rizzo_
January 30,2005
Amo !!!

Quem?
Suzette Rizzo
 
Quem não sente melancolia
simplesmente não pensa...
se dopa.
No fundo,
não há quem duvide
de coisa alguma...
não há quem não tema
o fim de sua origem 
 
Quem não sente solidão,
mente...
A não ser que seja alheio ao seu interior
e esse, certamente,
nem mesmo sabe ou soube um dia,
o bem do amor. 
 
Quem não crê Naquele Maior
e vê no mundo toda a causa...
Ah ! Esse não é, não foi,
nem será tão cedo
estrada reta...
Nem parte da história humana,
nem serve pra vida eterna ! 
Suzette Rizzo

 
 
 
 
Prosseguindo 
Suzette Rizzo
 
 
Prossigo...
Não escolho um rumo
e não há opção.
Não sei quem sou
ou coisas que gosto.
Se ouço "Rapsódia In Blue"
bolero, rock ou bossa nova
para atiçar saudades...
se leio Ulisses ou atiro este livro
pela janela,
se rezo ou esqueço
a espiritualidade alcançada...
Se posso ou não,
quero ou não quero
sonhar outra estrada.  
 
Prossigo...
Nua de sentimentos atuais,
vazia de vontades,
lágrimas, palavras,
lembranças normais...
Não sei se releio
Augusto dos Anjos,
Florbela Espanca, novos poetas
ou escrevo minhas tristezas...
Não sei quem sou
além do corpo largado.
Apenas  sei,
da dor da minha alma,
obrigando-me a conhece-la ! 
 
Penso, que talvez a solução seja
viver uma louca paixão!
Ter quem acaricie o meu corpo
e me queira como sou.
Porque a minha insatisfação
precisa gritar algo novo...
a dois !
 
Suzette Rizzo
 
QUANDO NASCE UM AMOR
Suzette Rizzo

A vida é uma suave tela
de Monet
quando nasce um amor.
É sonata de Beethoven,
noite de imenso luar.
É brilho
que não se acaba,
saltando do olhar. 

Quando nasce um amor,
o tempo para,
uma tatuagem
se faz por si no coração,
a janela se fecha,
a luz se apaga,
o som
não para de festejar,
o sonho é bom! 

Quando nasce um amor,
nasce por dentro 
outro ser...
o sorriso se abre,
e a ânsia
mal cabe no peito
tamanho querer

Quando nasce um amor,
o peito explode
em contentamentos,
o rosto faz covinhas
novamente,
tudo volta acontecer. 

Que bom se eu nascesse
também em você !

Suzette Rizzo


SaintPreux 
PreludePourPiano)





8 de fevereiro de 2014

Caminhos
Suzette Rizzo

Se eu não enxergasse com olhos filosóficos,
veria tudo terminado neste orbe.
Portanto, tenho pena dos que se dizem a quem,
pensam e exprimem sem experimentos.
Se eu não enxergasse como enxergo,
nada diria,
mas o que vejo seduz anjos caídos,
o que vejo seduz apenas quem mora
nas profundezas da primariedade
ou recente outrora.
Meu oceano é “Tao” e não preciso a nudez física
em meus versos
para exibir minha espiritualidade.
‘Creia, pessoa que me condena, 
sou o inverso’.
Estou sim, nua da superficialidade
dos desejos pequenos.
E pra você que se ilude com pouco digo:
“Arrasto meus sonhos pra onde quero
Sou meio que vento”.

February 8, 2014
Maquinação
Suzette Rizzo

Espinhoso labirinto
em que cada vez mais me perco
nas noites mal dormidas.
Solto em ais um ou outro solfejo
nas horas de chuveiro,
mas o que espanta não é culpa
nem minha ousadia,
e sim  a lembrança da alma revelada
agora enfim, a verdadeira.
Adentro escuros
e nem avisto o mago,
aquele ser que engoli num só trago
e me embriagou.
Será que esse vício de beber-nos,
 incrivelmente  escorreu por dentro, 
preencheu...
alentou tanto, tanto
que nos extenuamos?
Agora eu sei... 
De concreto
ele forjou que namoramos
e todo o resto!!!

Suzette Rizzo _ December 2,  2013


Cauterização
Suzette Rizzo

Tantas decepções
formando uma constelação de
estrelas sangradas...
Tantas mortes, tantas lágrimas,
tanto ardil, engodo, sombras,
palavras manchadas nas ultimas páginas.
Tantos dias quase felizes,
outros tantos desesperados,
tanto namoro, tanto mel,
pra gerar amor frustrado.
Mas eu quase compreendo
a morbidez e apatia do poeta...
Por isso,
quase me converto em lama,
mas volto à alma deserta.

Suzette rizzo_ Sunday, December 08, 2013

Último ato (II)
Suzette Rizzo

Não posso forçar rimas
tão pouco inventar versos...
Estou pobre de sentimentos,
de inspiração, desejos
e creio que a poesia dormirá
sob o edredom
até que eu sonhe, quem sabe,
novos beijos...
Fugirei da antiga e fictícia companhia
e da utopia de ser poetiza.
Não observarei a rua deserta,
nem pensarei nas guerras...
Deixo de lamentar o final dos tempos
pois a criatura bem merece
rolar fora da terra.
Expulso de mim a vontade
de escrever saudades...
Cansei de imaginar vestes 
e a solidão das outras esferas
e cansei do que há na terra.
Não quero nem mesmo reler 
amontoados de confissões ladinas...
Estou fechando as cortinas
do ultimo ato.




                  TUDO É FINITO, POREM...
                                 Suzette Rizzo      

          Fui criada
          para ser algo mais do que sou,
          talvez muito, talvez tudo.
          Nascida no centro do universo,
          que também foi criado,
          portanto finito.


          Deve haver um porque escondido
          acima dos universos,
          segredo Dele, do Criador,
          aquele que nunca comete delitos.
          Devo poetar por algum motivo,
          mas seria em vão qualquer escrito
          se meu ser fosse extinto.


          Tenho entranhas abstratas,
          penso tridimensional, pesquiso,
          ingiro sabedoria, o Máximo possível...
          E, que Einstein sopre em meus ouvidos,
          aquele poema incluído
          em meus futuros ciclos...
          para que eu prossiga este fascínio.

        
          E quando Ele, o Maior, soltar-me
          destas algemas, definitivo
          e, eu, puder flutuar acima dos universos,
           atingindo o alcance finito,
           porem descobridor da minha criada criatura...
           talvez brilhe uma pequena luz
           no país angelical das artes, ao qual farei jus, 

           por meus loucos versos,
           loucos por Ele, de amor.

          Suzette Rizzo_

UM NOVO AMANHECER!
Suzette Rizzo

Reencarnarei ao amanhecer
os sonhos não realizados,
manhãs desprezadas,
noites fechadas em minha alma.

reencarnarei asas desapercebidas,
poesias estreladas
e aquele cântico introvertido
cantarei antes do sol nascido.



reencarnarei ideais inacabados,
serei a pluma que revoa a poesia
não vivida.

reencarnarei nova em folha,
abrindo olhos cegos, assim que a rolha
do champanhe explodir.

reencarnarei o embrião já formado,
escorrendo o riso pela face...
reencarnarei livre das traves

dançando a leveza das manhãs,
cuja musica entoará desta vez,
reencarne suave.

Suzette Rizzo _August 29, 2013