2 de julho de 2015
Conexão
Conexão
Suzette Rizzo
Busco essências suaves,
cores mais abstratas,
caminhos floridos,
céus limpos.
Busco quem foi único,
quem esparramou sonhos
em minha alma,
desnudou-me das coisas ruins,
ensinou-me a calma.
Busco quem me protegeu do mundo
enfeitou meus dias solitários,
animou-me o coração,
inscreveu-se antes de vir
na palma da minha mão.
Busco com apreensão,
que venhas abduzir-me
para concluirmos nossa conexão
Thursday, July 02, 2015
Profundas mutações
Suzette Rizzo
Tento varrer obscuridades,
vestir-me das luzes do reino,
melhorar...
Para que os amanhãs
sejam menos
enigmáticos
e sempre mais claros
diante do meu olhar
Tento desejar desejos mais nobres
que esses que tive ou errei,
deixar-me invadir pelo índigo
abraçar o que sobrepujei.
Tento uma interiorização,
expandir amor simplesmente,
afastar a falsa razão
e realmente me ver
Thursday, July 02, 2015
1 de julho de 2015
Um longo dia!
Um
longo dia!
Suzette
Rizzo
Olho
em volta,
retrocedo
a vida,
mato
a fome do pensar.
Mas
e eu?
Onde
fico nesta história
que
nem sei avaliar?
Há
um desfilar de rostos, desgostos,
frases
e fases a engatinhar
por
esta alma mais lá do que cá...
Parece
irreal!
Ontem
no berço, hoje quase terminal.
Olho
em volta e forço um pouco
repetindo
com o esforço
de
quem mente:
Vamos
lá!
Tenho
um longo e bom dia
pela
frente!
26 de junho de 2015
A cara da infelicidade

A cara da infelicidade
Suzette Rizzo
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Assim é!
Uma musica antiga cutucando a vida
mostrando-a vencida
e sempre ele, o maldito destino
preparando armadilhas...
Fartei-me dos difíceis testes divinos,
da ilusão alimentando o corpo,
da carne entregue a infernos
e o mundo preparando os botes...
Por fim,
sempre mais um pouco
da mesma alma dolorida...
vertendo ainda a melancolia...
Agora enfastiada
querendo pouso!
25 de junho de 2015
Aceitação
Aceitação
Suzette
Rizzo
Prossigo
meu giro habitual
há
tanto tempo!
Mas
as coisas boas
ficaram
na ponta deste meu ciclo
e
aqueles velhos sonhos soterram-se
junto
ao caos da vida sem estímulo.
Não
ouso reestruturar fases mofadas
nem
mesmo em pensamento,
mas
muito corri atrás
das
minhas respostas,
do
porque dos inimigos,
dos
amores fracassados,
das
subidas e descidas,
casualidades
e motivos.
Aceito
a dor e o vazio assustador,
fazer
o quê?
Simplesmente
acordo uma a uma
as
falsas verdades que acreditei.
August 07, 2014
16 de junho de 2015
Correntes
Correntes
Suzette Rizzo
Obstruído sim,
este destino de laminas amoladas,
podando a parte boa
e o frescor da esperança,
por ora tombada
Impasse absurdo!
Sinto-me acorrentada
no portão do paraíso,
vendo a vida existir a três passos
e eu... assediada pelo diabo
E assim, bloqueada pela vida,
que não permite soltura
apesar do livre arbítrio,
ora inibo a vontade de voar alturas
ora sinto impulsos
de me espatifar no abismo.
14 de junho de 2015
Além
Além
Suzette
Rizzo
Quando
o mundo cobrir-se de lírios
e
o campo aberto for colírio
às
minhas visões,
lá
no alto daquela montanha,
ao
lado da casinha branca,
verei
a chuva morna
regar
as flores ,
das
minhas almejadas emoções.
*
E
tu... lá estará, sorrindo brilhos
de
noite estrelada,
de lua clara
e nova
a refletir
no imenso oceano...
*
E,
então, liberada de tudo,
te
abraçarei com asas de pluma
e
te direi para todo o sempre...
O
quanto te amo!
Suzette Rizzo
Inquietação
Enfisema
pulmonar
(Inquietação)
Suzette
Rizzo
Apreensiva
entre
um turbilhão de pensares estranhos,
tentando
calcular meu tamanho,
a
antiguidade do meu ser
por
quanto tempo tacanho,
permaneço
no meu canto,
distante
do meu rebanho.
Inquieta
observando
a solidez da lua,
o
poder dos astros,
a
luz que enfeita o olhar,
abre
a mente,
sustenta
o mastro,
permaneço
horas sem conta
entre
fases e fatos
Depois
adormeço,
janela
entre aberta,
travesseiro
alto,
alguma
dificuldade de respirar,
imaginando
ares do campo,
frescor
das águas,
vida
sem medo e sem magoas...
Recomeço.
Sunday, June 14, 2015
13 de junho de 2015
Ousadia virtual
Ousadia virtual
Suzette
Rizzo
Sonhei
um paraíso
e
acabei conhecendo Narciso...
Milhares
de anos querendo
realizar
um sonho antigo
e
então... realizado foi,
chamuscado
porém,
restado
como as cinzas
o
que pensei fosse amor.
Sonhei
tanto
e
esses sonhos ultrapassaram
os
receios...
Arrisquei
caminhar
sobre as nuvens
mesmo
no solo duro da ilusão...
inventei
uma
química que não existiria
pois
afinal fui ousada,
nesse
sonho retido
na
minha emoção
Brio?
Brio?
Suzette Rizzo
Mal comigo,
com esses lapsos
que me fazem perdoar tão fácil.
Seria defeito?
Falta de brio?
Queria tê-lo integral!
Na verdade, não posso esquecer
meus gemidos,
a dor esfaqueando o peito,
a morte da minha vida.
Por isso teria de lembrar
que o tal acontecido
pode se repetir,
se continuar navegando
na mesmíssima canoa
Poderei ter as mesmas decepções
com as mesmas pessoas.
Ah! Não sei se carrego mágoas
e nada ou muito de brio...
Meus sentimentos mais orgulhosos
jazem sob os passos dados
dos tempos frios.
October 28, 2007
12 de junho de 2015
Bloqueio
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Bloqueio
Suzette Rizzo
No peito guardei pedras,
nos olhos nuvens densas,
na pele invernos gélidos,
cama fria...
Trago no pensamento,
negruras e fantasmas
e às vezes me odeio intenso
por ter retido na memória
fases hemorrágicas.
Sofri sem anestesia!
Guardei tanta dor!
Preenchi esta alma
por mais mil vidas futuras,
que por mim recusaria.
Abomino muitos desses rostos,
permanecem como encostos.
É crônica esta fobia,
maldita a melancolia
e nada derreteu
nada implodiu de vez.
Nem penso em reatar meu cordão,
para voltar um dia...
Não quero mais sangrar esta
essência
nem através da psicografia.
September 14, 2012
10 de junho de 2015
Bueiro
Bueiro
Suzette
Rizzo
Aqueles
versos de amor,
voaram
pela janela
numa
tarde ventania.
Arrastados,
seguiram
seu caminho,
e
caímos no bueiro:
Você
primeiro,
depois a minha poesia.
Nunca
mais escrevi seus olhos,
nunca
mais desenhei passagens,
fases
boas ou não.
Tudo
no bueiro:
Você
e minha inspiração.
Depuração
Depuração
Suzette Rizzo
Onde estarão os pares,
a semelhança no pensar,
onde os filhos que tive
noutras vidas,
onde estarão os acertos
se os desacertos desgovernados
espremeram sem dó
por todos os lados esta alma ácida?
Onde estarão os familiares,
aqueles todos desencarnados?
Onde estarão guardadas
as profissões do passado,
o aprendizado vivido,
onde estará escondido,
(se é que tive algum dia)
meu lado vivo?
O que sei é que de bom,
algumas coisas o Universo me concede,
na hora H sempre consigo.
July 12, 2011
Desencantos
Desencantos
Suzette Rizzo
Desencantos são tão
frios
tão injustos,
assim cercando com
seus vazios
o futuro arredio...
Impõem escudos e
viseiras,
perguntas sem
respostas,
portas trancadas da
alma
que justamente se
revolta.
Desencantos queimam as
ilusões,
roubam esperanças,
alegrias
nos derrubam no chão.
São tão repentinos
esses desencantos,
reais choques térmicos
de sol e geleira,
doendo a vida inteira.
Desequilibrados os pensamentos,
confundem-se entre
si
e choram, lamentam
e de tão
intenso parecem ser
o fim de tudo.
Mas... alguns passos
adiante
sempre haverá um vulto
a se aproximar...
Uma estrela fazendo
sinal,
outra historia a
germinar.
Desfecho
Desfecho
Suzette Rizzo
Um certo sabor exótico
encontrar no depósito
das lembranças
razões e resumo das fases
diversas
de um tempo utópico.
Mas é bom tapar ouvidos
aos sons mais atrevidos
daquela voz,
misturando o que foi dito
de bom ou ardido.
O melhor mesmo é deixar
dormir
o que secou,
seguir a estrada das
surpresas,
atropelar desastrosos vínculos.
Fechar a porta,
a caixa,
o exaurido,
viver novo inicio.
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