6 de junho de 2015

Agora não



AGORA NÃO
Suzette Rizzo 


Por ora,
não estou disposta a mergulhar
o túnel do tempo,
nem sentir a poesia aflorando
por entre as paredes
daquela fase ruim!

Ficarão suspensas
as recaídas e fantasias...

E quando, outra vez,
a vida brotar das águas
e delas eu renascer,





esquecida da dor mais outra vez,
então, sim, farei  novamente,
poesia pra você!


Suzette Rizzo


David Carradine


5 de junho de 2015

A pedra e eu


A PEDRA E EU
Suzette Rizzo

Estéreis os seus sentimentos...
Não progridem,
não procriam...
apenas revelam inexistência...

São como pedras sós,
que não se unem nem se dividem
e são frias, imóveis...
(serão vivas)?

Mas, se uma pedra não ouve
e não vê,
permanece eternamente onde estiver
numa exagerada paciência
(estará morta)?




Olha!
Entre você e a pedra
não há mesmo,
nenhuma diferença,


Autora:Suzette Rizzo
Todos os Direitos Reservados

A reencarnação do amor




A REENCARNAÇÃO DO AMOR
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Suzette Rizzo
Parte inferior do formulário

Nascerás outra vez.
ganharás nova vestimenta
não tão atraente
e desta vez olhos negros
porque os teus olhos
de mata virgem


causou vertigens
e depois muita dor.

Terás outro signo,
não aquele que penetra
segredos da alma,
extrai necessidades...
nem os mesmos beijos
de chama ardente.

Na subconsciência
terás um breque
como alerta
que te fará fugir dos vícios
e sentiras dor
em algum lugar do corpo,
vestígios do teu suicídio.

Mas serás feliz
porque destes amor
aos necessitados
e calor aos solitários.
Como eu que renasci
das cinzas
por ti, meu amado.


Suzette Rizzo

















3 de junho de 2015

Momentos


Momentos
Suzette Rizzo

Surpreendo-me cabeça baixa,
fixa no frio piso...
Tomara ninguém  veja
a boca amuada, a face sem viço.
Não me assombra a alma confinada
neste encarceramento que me impus...
Não me assombra a tal praga
que me atiraram quando nasci.
Não me ergo, mas não importa,
não me iludo neste mundo sem graça,
não mais me deixo enganar
por almas ladras ou ingratas
Surpreendo-me assim
pra lá de desiludida,
bem menos telepática...
Meu desejo no momento
é viajar


Wednesday, June 03, 2015

Bifurcação


Bifurcação (II)
Suzette Rizzo


Guiavam-me teus olhos
e palavras florescentes.
Alimentavam-me os versos na madrugada,
tuas mãos acariciando meu cabelo,
tua alma na minha, trançada!

Quanta conversa boa entre um e outro café,
cinzeiro abarrotado, olhos nos olhos,
vidas entrelaçadas...
Quanta coisa boa sentíamos,
naquele nosso cantinho da sala enluarada!



Como pode?
Porque as coisas se partem pelo meio,
o coração se divide,
a alma pende a outro ser...
Por quê?

Quantas tolas madrugadas
essas de agora,
assim...  Bifurcadas!



1 de junho de 2015

Psicose


Psicoses
Suzette Rizzo

Reúno o silencio da casa,
o silencio da rua,
o silencio do vento,
o silencio da  noite,
o silencio da alma...

Seria bom
nesse aglomerado encontrar-me cara a cara
com a calma
e que essa calma não desandasse avisos,
nem mitos cultivados

Seria bom se todas as coisas confusas
fossem de mim expulsas...
Bom demais sobrevoar meu corpo
acima das lutas...

Seria bom, como seria!
Espalhar-me por outras bandas
desfolhar loucuras 






31 de maio de 2015

Atoleiro


Atoleiro
Suzette Rizzo

Sinto um peso de séculos...  
Há tanto me desmancho em lágrimas!
Meço assim, secularmente
a dor que destrói meu  limite;
E pensar, nem faz tanto,
o destino ousou um convite
(porém de grego)
causando-me depois conjuntivite
tanto pó  e desnecessárias substancias,





noites insones, questionadoras,
bronquite crônica..


Tranquei-me com meus cães,
deixei-me amar por eles
com seus olhares verdadeiros.
E bastou-me
para então concluir que o convívio
com ser humano,
é mesmo  cair num vasto  atoleiro
forrado de insanos






29 de maio de 2015

Varredura



Varredura
Suzette Rizzo

Jogando fora, atirando longe,
não propriamente tristezas
pois elas fazem parte dos sentimentos...
Mas as mágoas que nada são
além de raivas acumuladas,
como as folhas de outono o são
pelos ventos que forram calçadas.
Varro tudo isso...
cada qual com sua vida
e quem partiu tinha mesmo que partir.



A vida é feita de estilhaços de momentos,
abraços e xingamentos...
Estouraria muitas lembranças
como um balão de criança,
outras extirparia a estilete...
Mas, varro apenas, bem varrido,
o malfazejo do meu tempo...
Não deixarei nenhum farelo
debaixo do tapete.


October 14, 2011 

Reflections Of My Life



Reflections Of My Life 

25 de maio de 2015

Revelação

Revelação
Suzette Rizzo




Quis encontrar alguém semelhante...
Encontrei o oposto,
cai no poço,
foi só desgosto!
Gostava dos mesmos livros,
das mesmas musicas,
parecia ter bom senso,
estar igualmente cativo
nesta vida.

Meu amigo lá de cima
desde o inicio preveniu,
segredou...

Nem precisava,
ele mesmo, o tal, se revelou!
Suzette Rizzo


”Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar
Sentimento ilhado, morto, amordaçado
Volta a incomodar” Fagner

INFELIZMENTE AUTOR DESCONHECIDO

24 de maio de 2015

Sofridas lembranças



Sofridas lembranças
Suzette Rizzo

Recordações ferozes
do tempo algoz
de exílio reposto,
ensopado de lágrimas noturnas
no vazio do quarto morto.

Caneta ao lado,
diário necessário,
rotina de falar comigo
e, ouvir o escárnio
de mim mesma,
entre poemas compulsivos.

Ressoam, atingindo
os sonhos que inda tenho,
derrubando no chão deste outono
em que piso,
as folhas ressequidas de ontem, 
estaladas como gritos









Enquanto...


Enquanto é tempo
Suzette Rizzo

Abstraio coisas de mim,
bagatelas do tempo injusto
e outras que nem desfruto.
Nada melhor que ensacar o entulho
calar da alma o barulho,
recomeçar.

E vamos então as coisas experimentais,
viver alheios ao destino,
dobrar algumas esquinas,
andar por ai apressados,
tal qual corre a vida
pra chegar antes de nós.

Pronto! Estamos sem corpo físico,
apenas sonhos restaram,
talvez certa luz mágica.
Não é fácil nos enxergarmos...

Quem sabe, 
possamos flutuar com leveza
nossas essências
ou talvez estejamos medrosos
da nova existência

Pior que aqui não será...
Embora não haja
muitas escolhas por lá.
E quem somos, como somos,
a exposição dos pensamentos
mostrará.

Por enquanto,
abstraio defeitos de mim
atirando-os ao vento...
Que lá não há.






18 de maio de 2015

Emocional


Emocional
Suzette Rizzo

Esquentou, esfriou...
Eterna paixão choque-térmico,
e nada que valha a pena
relembrar,
nada que valha poetar.
É como um não que nos desilude,
estação de verão que não começa,
como amor quando frustra,
derrota apesar da luta,
e nada resulta, afinal.
Esquenta, esfria...
E por fim suicida-se
no meio do lamaçal,
do eterno esterco emocional.

Suzette Rizzo 



14 de maio de 2015

Acontecimentos casuais






Acontecimentos casuais 
Suzette Rizzo

Aconteceu uma tarde, 
uma noite,
muitas esperas e tudo o mais,
pura conversa fiada,
remendada, papo-boteco,



de fim de semana recheado de ilusão.

Sempre soube disso tudo e mesmo assim,
esperei que vingasse,
que aquele amor temporão
jamais me dispensasse.

Fez-me acostumar e aprender a esperar,
não sabia bem o quê.
Um lero-lero danado, repetido,
acachaçado...
mas o amor tem dessas coisas:
Tapa o nariz, fecha os olhos
e permite o ouvido de pinico.

E na esperança de um amor
em meu destino,
deixei, deixei mesmo, tudo isso!
Mas em vez de príncipe encantado,
encontrei um cínico declarado,
que fez minha alma de circo.

Mas... “ninguém se encontra por acaso”

Suzette Rizzo



Isn't it a pity* Eric Clapton


Não é uma pena?
Eric Clapton

Isso não é uma pena?
Agora, não é de se envergonhar
como despedaçamos nossos corações
e causamos dor um ao outro?