27 de novembro de 2015

Impulsos





Impulsos
Suzette Rizzo

Paixão aguda,
fermentada,
violadora dos meus pudores.

Parece uma erupção,
semente rasgando a terra
chip viajante de interiores...



Pena mesmo... tenhas tantos
amores
e espírito tão profano

Pareço ter por dentro um exercito
de negras energias
metralhando  esperanças.

E  assim, esmolando algo de ti
a esta paixão excessiva, adormeço,
para acordar impulsivamente amando

e disposta a pagar seu preço.


September 11, 2007 







Nada sei de mim



Nada sei de mim
Suzette Rizzo 

Que sei eu do além horizonte,
das curvas do planeta,
das imagens que vejo
deste universo espetacular.
Que sei eu além do que ouço,
além do que sinto,
além... muito além do céu
se além mar nem sei o que há.


Que sei eu de mim
por mais que tente descobrir
quem já fui.
Que sei eu de como foi pertencer
aos três reinos
alem deste atual
Que sei eu afinal, se me esqueci!







Estava em meu canto



Estava em meu canto
Suzette Rizzo

Estava em meu canto
chorando meus mortos, 
recordando  paixões,
a alma tristonha,
os olhos vazios.
Um sonho me acorda,
outro sonho e mais outro
e esses sonhos se cruzam
na minha cabeça.



Não sei mais onde estava,
na verdade flutuava
bem longe daqui.
Quis viver, me perdi.
Também morro.
Morri.





26 de novembro de 2015

Lembranças coladas


Lembranças coladas
Suzette Rizzo

Não mais abraço o travesseiro,
caí na real...
não é corpo nem tem rosto
e deixou de ser um meio.
ou apoio vital
Nosso elo se abriu
e o laço se desfez...
Agora somos dois pedaços
distantes, desintegrados
e o travesseiro embolado
apenas acolhe vazios
por todos os lados.
Quem diria!
Nem abraço, nem esteio
e a mim nada restou...
Mas, quem foi, levou meu cheiro,
e isso eu sei que ele levou.

Suzette Rizzo_

September 16, 2007





Pensamentos de uma noite a mais





Pensamentos de uma noite a mais
ou (Ternura antiga)
Suzette Rizzo

Não quero mais sair por ai
brincando de namorar o proibido,
nem continuar fazendo de conta
que gosto dos maus momentos
e do jeito dele rir...
Porque essa é uma mentira deslavada
que igualmente me arrasa
pois não gosto de mentir. 

Suzette Rizzo








23 de novembro de 2015

Espaços




Espaços
Suzette Rizzo

O que guardo na gaveta 
são poemas que escrevo, escrevo...
pois na cabeça
não mais cabem sonhos
nem suporto tanto peso, tanto peso... .
Gravo na alma o livro da vida
e no poema em  fascículos
o mesmo enredo.


Sou aquela que se inspira
num tempo tal
e recebe a graça de expelir
lembranças vis
além muito além mar.
Reservei-me alguns segredos,
fases cicatrizadas,
e hoje escrevo sem verniz
e sem me importar
com meus tolos pecados veniais.


January 27, 2008 




E a terra...


E a Terra...
Suzette Rizzo

E a Terra...
olhou tristemente os corpos distendidos 
pelo chão,
horrorizou-se diante a tanta depredação sem sentido


Desolada, perdeu seus olhos nas queimadas,
nas vidinhas assustadas das flores e animais...
Percorreu seus olhos nos rios poluídos,
chorou como nunca!
A Terra chorou o planeta sem destino.




Reuniu irmãos da natureza,
e juntos,
rezaram ao Pai-Mãe da Criação,
a falta total de amor.

Pediu perdão ao Semeador
intercedeu pelos filhos do bem,
renascidos dos seus céus,
sob  a Luz do Grande Amor.

Mergulhou em sonhos de esperanças
sem olhar para trás;
Levando consigo o peso
da imensa dor.









22 de novembro de 2015

Sonhando II


Sonhando II
Suzette Rizzo

Ando cerzindo rasgos de sonhos
a beira de um rio margeado
de flores campestres. 

Sob as arvores, vejo bordados fundo céu
e, a leveza das nuvens enfumaçadas
desenham
lembranças cobertas de véus. 

Ando sonhando melhorias,
querendo a beleza das novidades,
a paz que não tenho, brotada,
entre paisagens sonhadas. 




Ando ávida de amor, conversa leve...
Um acontecimento bom que permaneça
a céu aberto. 

E que eu possa trocar a noite só
por companhia...
e a nostalgia pelo raiar do sol.

Autora:
Suzette Rizzo
Todos os Direitos Reservados






...e a vida


...e a vida
da minha carne,
parou nos dias
da paixão última.
Fui rasgada
como um vestido
surrado,
olhada como um
farrapo,
desprezada
como restos de comida.




Meu batimento cardíaco
enfraqueceu,
as cores se perderam
na praça
da minha motivação...
E de lá pra cá ,
não houve ressurreição.

O que vi
no interior do pensamento,
foi a total distorção
do tal amor,
hoje atrofiado,  
tornando a vida
do meu sonho
apenas um rio seco,
sob um céu danificado.


Suzette Rizzo _ January 31, 2006





Barrreira cerrada


Barreira cerrada
Suzette Rizzo

Não posso atirar setas
nem descarregar meus impulsos
em quem me olha
como um doce sem sabor.

Não é certo desbrecar a doidice
das minhas emoções
na mente sadia de quem não tem
carências acumuladas,
muito menos sente como eu sede de amor.


Não é certo!

Por isso guardo as setas,
atiro meu arco no meio do oceano
prendo no peito os desejos
e jamais tentaria dessedentar
quem bebeu águas que não bebi

Por isso existo outra pessoa
aos olhos do tal amor que alimenta,
encoraja,
mas coloca barreira cerrada
nessa fronteira,

por onde não atravessa a coragem 
de extravasar estes anseios
de mulher apaixonada


Suzette Rizzo _ December 10, 2005



Chamariz


Chamariz
Suzette Rizzo

Há uma estrada de dores
regada a brilhos da natureza...
Uma estrada de ilusões
enfeitada de verdes e flores
sombreada porém de amargores...

Pelo caminho, tantos acordes,
amores,
espécies diversas a nos seguir...
outras logo a partir.




Há uma estrada enfeitada
de cinza e de sol,
no centro da terra um coração de fogo,
por dentro da alma o Maior
.
Mas... na vida há o golpe do engodo,
nos fazendo menor
nos dando tão pouco. 


21 de novembro de 2015

Disseminação




Disseminação
Suzette Rizzo

Pálidos pensamentos
transbordando pieguices,
contorções,
ocas palavras.
Não mais aprecio versos vagos,
demarcados...
não mais leio os teus...  borrados
de vinhos decantados,
repetidos,  fraudulentos,
finalmente exonerados.
Não mais aprecio a tua liberdade
de falsas visões pueris,
preenchidas de parêntesis e púbis
e seus tantos perfis.
Desces-te em meu conceito,
queimas-te tua pose de poeta
para sempre, por aqui.

12 de novembro de 2015

A poeta Almma sentiu e escreveu por mim






se... 

não sei
se desdigo
o que eu disse

não sei
se quero
o que eu quis

não sei
se minha poesia
é ferida ou cicatriz...

Almma

31 de outubro de 2015

Chô pensamento!


Chô pensamento!
Suzette Rizzo

Chô pensamento!
Leva o olhar frustrado,
a criança que fui faz tempo,
o passado que arde,
a decepção de granito,
caindo do céu da tarde.
Leva pra longe esse ontem
atormentador,


aquele tempo de amor,
leva embora o arco íris
da manhã feliz,
o nome escrito no muro da esquina
com pedaço de giz...
Arrasta pra longe, de vez,
estas noites solitárias,
madrugadas impregnadas
de lembranças vitais,
palavras insensatas...
Chô pensamento!
Leva no vento tudo isso,
para eu poder encontrar Narciso,
cair no lago  iluminado
e apagar tempos malditos.









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Estava em meu canto
chorando meus mortos, 
recordando ilusões,
a alma tristonha,
os olhos vazios, 
nenhuma emoção.
Um sonho me acorda,
outro sonho e mais outro
e esses sonhos se cruzam
na minha cabeça.


Não sei mais onde estava, 
na verdade flutuava
longe daqui.
Quis viver, me perdi.
Também morro.
Morri.


Suzette Rizzo
August 27, 2013