12 de novembro de 2015

A poeta Almma sentiu e escreveu por mim






se... 

não sei
se desdigo
o que eu disse

não sei
se quero
o que eu quis

não sei
se minha poesia
é ferida ou cicatriz...

Almma

31 de outubro de 2015

Chô pensamento!


Chô pensamento!
Suzette Rizzo

Chô pensamento!
Leva o olhar frustrado,
a criança que fui faz tempo,
o passado que arde,
a decepção de granito,
caindo do céu da tarde.
Leva pra longe esse ontem
atormentador,


aquele tempo de amor,
leva embora o arco íris
da manhã feliz,
o nome escrito no muro da esquina
com pedaço de giz...
Arrasta pra longe, de vez,
estas noites solitárias,
madrugadas impregnadas
de lembranças vitais,
palavras insensatas...
Chô pensamento!
Leva no vento tudo isso,
para eu poder encontrar Narciso,
cair no lago  iluminado
e apagar tempos malditos.









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Estava em meu canto
chorando meus mortos, 
recordando ilusões,
a alma tristonha,
os olhos vazios, 
nenhuma emoção.
Um sonho me acorda,
outro sonho e mais outro
e esses sonhos se cruzam
na minha cabeça.


Não sei mais onde estava, 
na verdade flutuava
longe daqui.
Quis viver, me perdi.
Também morro.
Morri.


Suzette Rizzo
August 27, 2013

28 de outubro de 2015

Envergadura



Envergadura
Suzette Rizzo

Quantas cores escuras
tem agora meus sentimentos
e quantos passos em terra árida
dei, dou...
nesta rotina de viver envergada
como um galho,
que o temporal quase quebrou.

O mundo aprontou-me ciladas
e a vida deslocada,
atirou da janela do último andar
esta alma inutilizada...
E não havia mais ninguém,
lá em baixo, na calçada. 

Desorientada, sufoquei-me,
nas cores sombrias...
Desiludida, não reparei
na estrada bifurcada
e nos vultos que perseguiam
meu vulto fantasma...

Falhei sempre...
E continuo sem mesclas de alegria
escrevendo ainda páginas e falhas,
sonhos que me desprezaram
e desprezam-me,
borrando dias e noites
de piche e lágrimas.  




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Escrevo como se purgasse,
liberando-me da dor.
É bom sentir por dentro
somente a leveza do amor.
Deste modo suavizo a tensão,
escrevo ânsias de paz,
viajo para além daqui
para longe dos seres do mal.
Depois nos misturamos,
(eu e ele)
entre os ipês amarelos,
sob  os tons azuis do céu


anestesiada por completo,
dos meus flagelos...
É assim que amo,
é assim nosso elo!


Suzette Rizzo








25 de outubro de 2015

Culpa



Culpa
Suzette Rizzo

Aí que dor eu sinto
entre estomago e coração!
Será mesmo que é por descuido,
abuso, mau uso,
dor de plexo solar
ou carências rastreadas
de além daqui,
buscando conchas de bem estar!



Ai que dor no pulmão,
pulmão sem mais tanto ar!
Que entrega aos ouvidos a sintonia
de quem arrasta esse caminhar.
Ai Luz Divina, clareia!
Minha alma se entrega e segue
entre seres irreais.
Suzette Rizzo


Ancoragem



Ancoragem
Suzette Rizzo

Eu quis viver como se dançasse
pelo grande espaço,
livremente, em total liberdade.
Quis sentir a leveza do corpo,
como se flutuasse a vida no Todo.
Eu quis a paz desconhecida,
como a vejo nas paisagens,
descobri-la em mim, ainda aqui
nesta viagem...
Quis luz nos pensamentos,
jamais a densidade e consistência
que possui o lado oposto.
Eu quis o certo,
não somente ser criticada
por ser como sou...
quis extravasar sem medo a pureza
das minhas atitudes,
a maciez de sonhos claros,
precisão nos meus intentos
e quis vislumbrar do amor o esboço
e brilhos do seu contorno... 
Desejei virtudes
e poemas que representassem
o balé de um sonho em vida.
Mas... as sombras conspiraram
e pessoas me amarraram
ao pé da mesa...  
assim sendo, percebi-me vencida.
E não pude fugir
nem se refletiu em mim
o brilho das estrelas

Pintura* Manuel Castelin

August 02, 2013




24 de outubro de 2015

Coma


Coma
Suzette Rizzo

Não quero ser musa,
não quero ser hora
não quero ser algo,
não quero ser fada...
Não mais ser a rolha da garrafa,
viver na redoma,
nem entrar em geladas...
Quero mesmo é derreter carências,
voltar a ser oca,
liberada dos leões
e quero sim excluir a inocência,
curar as lesões...



E sem mais penitências
ou qualquer ex sintoma,
quero, juro,
entrar logo em coma.





23 de outubro de 2015

Corrosão



Corrosão
Suzette Rizzo


Gastei a vida como quem gasta a sola dos sapatos
corroí-me pelo desgaste dos dias...
Gastei a vida inutilmente com coisas que eu não queria.

Preenchi a vida de emoções mal escolhidas,
sensações  amarrotadas, fases frias
e mofei a alma do choro triste das desditas.





Quantos escuros neste caminho...
quantas sombras me perseguiram,
quantos passos distraídos

Nem amada nem tive amigos
e por incrível que pareça,
mesmo fazendo o bem, fiz inimigos.

Gastei a vida, gastei o tempo que Deus me deu,
a  paz que ele doou...  e me carcomi aos poucos
tentando e sonhando sonhos  tolos!

Suzette Rizzo-2004





Crenças


Crenças
Suzette Rizzo

Ah, os silfos!
Creio nos pequenos elementais
socorristas de vegetais e animais.
Creio nos silfos disfarçados de insetos,
como as borboletas que nos volteiam  
e dizem isso ou aquilo
sem que prestemos atenção.
no tremor real dos cílios.
Creio nos silfos, no rei que nos livra
das inquietações,
no oxigênio que socorre os pequenos  seres,
nos segredos que nos segredam
sem que saibamos de onde vem as dicas
subitamente sopradas ao pensamento...
Como fosse somente
leve rajada de vento.


Art: fada haidualc







Mário Quintana





No dia em que estiveres muito cheio de incomodações, imagina que morreste anteontem...
Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância?

Mário Quintana







22 de outubro de 2015

Complementação

Complementação
Suzette Rizzo



Soterro mentiras,
algumas minhas...
dispenso qualquer indicio de felicidade,
retrocedo e paro o tempo meses atrás,
nada existiu em minha vida a mais.
Estou exausta sim de homens iguais,
desejosos da pluralidade feminina,
exausta de sonhos carrascos,
armas felinas e outras artes,
extenuada  de fato das carrancas da vida
e tudo o mais.
Estou encarando arremates
aplaudindo terminais






Comparações



Comparações (II)
Suzette Rizzo

Estávamos no mesmo jardim,
mas meu ser não te curou
dos sonhos vãos
nem me fechaste a porta
das tolas ilusões.
No entanto, depois de ti,
saí do labirinto negro,
atravessei a magia dos verdes,
bebi fluidificação.


"não são as plantas que curam, mas sim, seus elementais:"
(a alma das plantas)" 

Medicina Oculta/Samuel  Aun Weor  



Verdades


Verdades
Suzette Rizzo

Atenção conquista a alma,
carinho conquista a vida,
amor conquista tudo!
Amor é isso!
Pessoas que se identificam,
coisas que a essência curte,
admiração mutua
esboçando ao redor
cores paradisíacas.




Quanto tempo, sonhei levezas!
E agora enfim, vejo-me ‘livre do laço
dos passarinheiros ‘
conhecendo manhas macias,
o lado bom dos meus dias
na minha caixa correio.


August 20, 2013





Deslumbre


Deslumbre
Suzette  Rizzo

Essa languidez do mar
cercando o endurecido mundo,
atrai meus olhos,
deslumbra-me a alma
colore os versos que se formam nesta calma.



Sou poeta e poeta ama o mar!
Discretamente decoro e declamo
turvando a tela esverdeada,
sentindo a lágrima parada
e a brisa crepuscular.
Como não descrever sensações?
Poeta ama vislumbrar!





Destiny * Julian Grey