14 de janeiro de 2016

Atoleiro



Atoleiro
Suzette Rizzo

Transporto um peso de séculos...  
Há tanto me firo em lágrimas
de aço!
Meço assim, cada centímetro
 a dor que destrói meu espaço
E pensar, nem faz muito,
o destino ousou um convite
(porém de grego)
causando-me depois conjuntivite
tamanho pó, 
e de mim tanta dó.



Tranquei-me com meus cães,
deixei-me amar por eles
com seus olhares verdadeiros.
E bastou-me
para então concluir que o convívio
com ser humano,
é como cair num atoleiro
forrado de enganos








Nenhum comentário:

Postar um comentário